<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363</id><updated>2012-02-16T07:57:39.484-04:00</updated><category term='E'/><title type='text'>As muitas caras da Poesia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-806599873379822181</id><published>2012-01-28T17:40:00.004-04:00</published><updated>2012-01-28T18:08:27.873-04:00</updated><title type='text'>VERSIFICAÇÃO, PÍLULAS POÉTICAS TODOS OS DIAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e-5DcJ1rXyc/TyRuXJY3bGI/AAAAAAAAADs/uya6Dg3Z9yc/s1600/poema.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-e-5DcJ1rXyc/TyRuXJY3bGI/AAAAAAAAADs/uya6Dg3Z9yc/s320/poema.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702804372094151778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Depois de longo e tenebroso..." , essa expressão lembra minha voinha, mas se aplica bem aqui , depois de muito tempo, mais uma postagem, dessa vez alguns poucos exercícios de versificação para ajudar na aprendizagem das primeiras aulas desse ano, em uma semana publico o gabarito. não esqueçam de comentar, blog é interação e só assim vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Assinale a alternativa em que o primeiro verso é um decassílabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) fruto, depois de ser semente humilde e flor,&lt;br /&gt;Na alta árvore nutriz da vida, amadureço.&lt;br /&gt;(B) A dor de quem recorda os tempos idos&lt;br /&gt;Fere como um punhal envenenado&lt;br /&gt;(C) Já a lágrima triste choraram teus filhos.&lt;br /&gt;Teus filhos que choram tão grande tardança&lt;br /&gt;(D) Índio gigante adormecerá um dia.&lt;br /&gt;Junto aos Andes por terra era prostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. Colar de Carolina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu colar de coral,&lt;br /&gt;Carolina&lt;br /&gt;Corre por entre as colunas&lt;br /&gt;Da colina&lt;br /&gt;O colar de Carolina&lt;br /&gt;Colore o colo de cal,&lt;br /&gt;Torna corada a menina&lt;br /&gt;E o sol, vendo aquela cor&lt;br /&gt;Do colar de Carolina&lt;br /&gt;Põe coroas de coral&lt;br /&gt;Nas colunas da colina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se afirmar a respeito do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a) São versos para crianças, tratando-se portanto, de literatura de caráter didático.&lt;br /&gt;(b) todas as palavras estão empregadas em sentido denotativo, o que por vezes acontece em textos poéticos.&lt;br /&gt;(c) Os versos não têm valor estético porque não exprimem um pensamento profundo.&lt;br /&gt;(d) As sonoridades dos vocábulos foram habilmente manipuladas, o que revela o virtuosismo do autor.&lt;br /&gt;(e) É uma composição tipicamente modernista, visto que os versos não têm medida certa nem rima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. CANÇÃO AMIGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preparo uma canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que minha mãe se reconheça,&lt;br /&gt;Todas as mães se reconheçam&lt;br /&gt;E que fale com dois olhos&lt;br /&gt;Caminho por uma rua&lt;br /&gt;Que passa em muitos países&lt;br /&gt;Se não me vêem, eu vejo&lt;br /&gt;E saúdo velhos amigos&lt;br /&gt;Eu distribuo um segredo&lt;br /&gt;Como quem ama ou sorri&lt;br /&gt;Dois carinhos se procuram&lt;br /&gt;Minha vida, nossa vida&lt;br /&gt;Formam um só diamente.&lt;br /&gt;Aprendi novas palavras&lt;br /&gt;E tornei outro mais belas.&lt;br /&gt;Eu preparo um canção&lt;br /&gt;Que faça acordar os homens&lt;br /&gt;E adormecer as crianças.&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando a métrica do texto proposto, conclui-se que predominam versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)hexassílabos&lt;br /&gt;b) octossílabos&lt;br /&gt;c)decassílabos&lt;br /&gt;d)heptassílabos&lt;br /&gt;e)eneassílabos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. &lt;br /&gt;"De tudo, ao meu amor serei atento&lt;br /&gt;Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto&lt;br /&gt;Que mesmo em face do maior encanto&lt;br /&gt;Dele se encanto mais meu pensamento".&lt;br /&gt;(Soneto da Felicidade - Vinícius de Morais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a primeira estrofe de um soneto, o texto acima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) é obrigatoriamente de quatro versos.&lt;br /&gt;b) pode ser de três ou quatro versos&lt;br /&gt;c) poderia ter sido escrito em intuir liberdade quanto ao número de versos&lt;br /&gt;d) necessita de outra estrofe de quatro versos par terminar a poesia&lt;br /&gt;e) necessita de outra estrofes de três versos para terminar a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. Para cada poema, faça a escansão dos versos, nomeando-os de acordo com a quantidade de sílabas  poéticas. Classifique também as rimas, quanto à posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaso Chinês &lt;br /&gt;Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,  &lt;br /&gt;Casualmente, uma vez, de um perfumado &lt;br /&gt;Contador sobre o mármor luzidio,  &lt;br /&gt;Entre um leque e o começo de um bordado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fino artista chinês, enamorado,  &lt;br /&gt;Nele pusera o coração doentio  &lt;br /&gt;Em rubras flores de um sutil lavrado,  &lt;br /&gt;Na tinta ardente, de um calor sombrio. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, talvez por contraste à desventura,  &lt;br /&gt;Quem o sabe?... de um velho mandarim  &lt;br /&gt;Também lá estava a singular figura.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,  &lt;br /&gt;Sentia um não sei quê com aquele chim  &lt;br /&gt;De olhos cortados à feição de amêndoa. &lt;br /&gt;(Alberto de Oliveira)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I Juca Pirama &lt;br /&gt;No meio das tabas de amenos verdores,  &lt;br /&gt;Cercadas de troncos — cobertos de flores,  &lt;br /&gt;Alteiam-se os tetos d’altiva nação;  &lt;br /&gt;São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,  &lt;br /&gt;Temíveis na guerra, que em densas coortes  &lt;br /&gt;Assombram das matas a imensa extensão.  &lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;Meu canto de morte,  &lt;br /&gt;Guerreiros, ouvi:  &lt;br /&gt;Sou filho das selvas,  &lt;br /&gt;Nas selvas cresci;  &lt;br /&gt;Guerreiros, descendo  &lt;br /&gt;Da tribo tupi.  &lt;br /&gt;Da tribo pujante,  &lt;br /&gt;Que agora anda errante  &lt;br /&gt;Por fado inconstante,  &lt;br /&gt;Guerreiros, nasci;  Sou bravo, sou forte,  &lt;br /&gt;Sou filho do Norte;  &lt;br /&gt;Meu canto de morte,  &lt;br /&gt;Guerreiros, ouvi.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ Te dei o sol, te dei o mar  &lt;br /&gt;Pra ganhar seu coração  &lt;br /&gt;Você é raio de saudade  &lt;br /&gt;Meteoro da paixão  &lt;br /&gt;Explosão de sentimentos  &lt;br /&gt;Que eu não puder acreditar  &lt;br /&gt;Ah! como é bom poder te amar”. (Luan Santana – isso não é literário ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Amou daquela vez como se fosse a última &lt;br /&gt;Beijou sua mulher como se fosse a última &lt;br /&gt;E cada filho seu como se fosse o único &lt;br /&gt;E atravessou a rua com seu passo tímido &lt;br /&gt;Subiu a construção como se fosse máquina &lt;br /&gt;Ergueu no patamar quatro paredes sólidas (…) (Chico Buarque – isso sim, literário) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de  nós”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, &lt;br /&gt;eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente”. &lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-806599873379822181?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/806599873379822181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=806599873379822181' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/806599873379822181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/806599873379822181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2012/01/versificacao.html' title='VERSIFICAÇÃO, PÍLULAS POÉTICAS TODOS OS DIAS'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-e-5DcJ1rXyc/TyRuXJY3bGI/AAAAAAAAADs/uya6Dg3Z9yc/s72-c/poema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-4348308687003780877</id><published>2011-07-04T20:58:00.017-04:00</published><updated>2011-07-20T09:59:03.701-04:00</updated><title type='text'>Questões sobre  "A VIAGEM..."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-jzmSb9uMhYo/ThJms806_EI/AAAAAAAAADk/19wbDoj8Md4/s1600/2611080310_elefante_asiatico_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jzmSb9uMhYo/ThJms806_EI/AAAAAAAAADk/19wbDoj8Md4/s320/2611080310_elefante_asiatico_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625671806967544898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A proposta é, depois de longuíssima ausência, postar algumas questões objetivas sobre o livro A Viagem do Elefante, do mestre Saramago. Sempre, sempre os comentários são indispensáveis. Depois do povo poder observar, eu faço a correção, ou se alguém desejar colaborar , será profundamente bem vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Uma das características mais marcantes na obra de Saramago é a historicidade. Frágil em A Viagem do Elefante, ela não deixa de aparecer. tal fato ocorre na alternativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) O primeiro passo da extraordinária viagem de um elefante à áustria que nos propusemos a narrar foi dado nos reais aposentos da corte portuguesa, mais ou menos a hora de ir pra cama.&lt;br /&gt;(B) A seu lado está sentada a formosíssima esposa, a arquiduquesa maria, em cujo rosto e corpo a beleza não irá durar muito porque parirá nem mais nem menos que dezesseis vezes&lt;br /&gt;(C) O elefante morreu quase dois anos depois, outra vez inverno, no último mês de mil quinhentos e cinquenta e três.A causa da morte não chegou a ser conhecida&lt;br /&gt;(D) Senhor padre, deus é um elefante. O padre suspirou de alívio, era preferível isto a ter caído o telhado...&lt;br /&gt;(E) Ainda demoraram quase uma hora a entrar na vila, uma caravana de homens e animais perdidos de cansaço, que mal tinham forças para levantar o braço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDA QUESTÃO, Depois das aulas de terça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sobre a narrativa "A Viagem do elefante" de J. Saramago:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) Trata-se de uma narrativa histórica enfocando os avós de D. Sebastião e sua influência no mito em que se transformará o neto&lt;br /&gt;(B) Trata-se de uma narrativa histórica que relata o seculo XVI e os aparatos tecnólogicos, apesar de poucos, que ajudaram na viagem de Salomão, de Lisboa ate Viena&lt;br /&gt;(C)Trata-se de uma narrativa alegórica em que a viagem real de Salomão é usada como metáfora da vida humana que invariavekmente acaba em morte&lt;br /&gt;(D) trata-se de uma narrativa alegórica que demonstra que a passagem de Salomão por essa terra produziu tantas maravilhas quanto a passagem de um santo&lt;br /&gt;(E) trata-se de uma mistura de história e alegoria no qual predomina  o lado histórico demonstrando as relações diplomáticas entre Portugal e Áustria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRA questão. após a aula de QUARTA,  manhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Observe o trecho: &lt;blockquote&gt;Nessa mesma tarde, dois pombos-correios, um macho e uma fêmea, levantaram voo da basílica em direção a trento levando a notícia do portentoso milagre.Porquê a trento e não a roma, onde se encontra a cabeça da igreja, perguntar-se-á&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; Sobre o "milagre" citado, é correto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) ocorre em Viena, onde Salomão salva uma menina de cinco anos de ser esmada por ele mesmo&lt;br /&gt;(B) Ocorre no caminho para castelo Rodrigo, no qual Salomão, herdeiro de Ganescha, reconcilia portugueses e austríacos&lt;br /&gt;(C) Ocorre na cidade de Trento, na itália e aumenta a eficácia do concílio religioso que ocorria no local&lt;br /&gt;(D) ocorre diante da catredral de Pádua e é planejado com objetivo específico.&lt;br /&gt;(E) ocorre , ainda em território português e encerra a luta entre portugueses e italianos sobre a origem de santo Antônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUARTA questão, atrasada, deveria ser na sexta, mas vim deitar na rede em Salinas, estou devendo a quinta, ainda sai hoje: &lt;br /&gt;04. A narrativa alegórica " a viagem do elefante", coloca, até no título, o elefante Salomão/solimão como um personagem principal. Além dele, dividem tal status, por darem andamento às ações narrativas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) O Cornaca e o Arquiduque&lt;br /&gt;(B) O rei D. Joaõ III e a Arquiduquesa Maria&lt;br /&gt;(C) O capitão militar português e o comandante militar austríaco&lt;br /&gt;(D) Subhro e Fritz, os dois tratadores do elefante&lt;br /&gt;(E) O Rei D. João III e o prefeito de Castelo Rodrigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUINTA questão, depois da aula de segunda pela manhã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. NO trecho inicial de "A Viagem do elefante", temos: &lt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por muito incongruente que possa parecer a quem não ande atento da importância das alcovas, sejam elas sacramentadas, laicas ou irregulares, no bom funcionamento das administrações públicas...&lt;/span&gt;  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que o adjetivo incongruente quer dizer, incoerente, incompatível e conhecendo a narrativa é possível afirmar que tal incongruência é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) o fato de um elefante ter um nome bíblico associado a inteligência&lt;br /&gt;(B) O fato de uma decisão política ser tomada em um momento íntimo.&lt;br /&gt;(C) O fato de reis portugueses, ricos e poderosos, não terem um presente mais digno pára dar que um elefante asiático.&lt;br /&gt;(D) a viagem de Salomão, depois de tantos obstáculos e superações terminar, inutilmente, com a morte do protagonista&lt;br /&gt;(E) Um rei poderoso como o Arquiduque da Áustria querer livrar-se de um simples elefante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEXTA questão, ja viajando, elefante na minha "comitiva", esta será a última antes de postar as respostas e comentários, se vcs puderem coloquem as dúvidas para que eu possa ajudar a resolvê-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Após a morte de Salomão/Solimão, Subhro/Fritz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) Volta para Lisboa para servir, junto ao seu amigo capitão, no real exército lusitano&lt;br /&gt;(B)É demitido, já que seus serviços são inúteis, e sai de Viena ainda brigado com o arquiduque.&lt;br /&gt;(C)É aceito na corte austríaca e acaba assumindo um novo papel: o de intendente do Rei.&lt;br /&gt;(D) Volta a desafiar o "passo de Brenner" e dessa vez perde e acaba sua própria viagem com a morte&lt;br /&gt;(E) Recebe uma recompensa do Arquiduque e apesar da vontade de retornar a Lisboa, acaba sumindo da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com algum atraso, causado pelos compromissos das férias vou postar agora o   gabarito das questões com alguns comentários explicativos, novamente lembrando que os "teus" comentários são essenciais para minha melhora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA QUESTÃO 1 é importante lembrar que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;A VIAGEM...&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt; faz parte das narrativas alegóricas de Saramago, muito mais importantes pelo que representam, mas o lado histórico, forte em outras narrativas do ganhador do Nobel, também está presente. Neste caso, me parece que a dúvida vai se instaurar entre as alternativas B e C, já que nas outras há claros traços de suposições e preenchimentos da história com fatos apenas imaginados. Na letra B o número de filhos e a posição da Arquiduquesa ao lado do marido são fatos que podem ser comprovados historicamente, o que mostra se tratar da alternativa correta, enquanto que na letra C, o ano e mes da morte do elefante é apenas uma suposição, além da informação evasiva sobre a causa da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA QUESTÃO 2, já em parte explicada no primeiro comentário, a alternativa certa é a letra C. A viagem não é uma narrativa histórica, apesar de partir de um fato que ocorreu, a intenção é metaforizar a vida como uma viagem e isso já invalida as letras A, B e E.As maravilhas citadas na letra D assim como a comparação com a vida de um santo, não consideram o tom irônico e crítico com que o autor trata a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA QUESTÃO 3, apenas o conhecimento do enredo é capaz de te fazer encontrar a alternativa correta, que é bem simples. Há dois "milagres" feitos por Salomão, o primeiro, citado no trecho se dá diante da catedral de Pádua, na Itália, portanto a letra certa é a D, na qual também é importante lembrar que o motivo específico seria aumentar a credibilidade do povo no poder dos santos católicos e do próprio catolicismo, abalado pelo modelo luterano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA QUESTÃO 4, a alternativa correta é a letra A, lembrando que as principais ações da trama ocorrem envolvendo os três personagens citados, pode-se incluir ai também o capitão lusitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA QUESTÃO 5, Aborda-se o início da narrativa, mostrando ironicamente o fato de algumas decisões que interferem em destinos nacionais serem  tomadas em momentos tão íntimos, portanto a alternativa correta é a letra B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 6 e última questão volta-se a cobrar o conhecimento do enredo o que te fará marcar sem dúvida a letra E, Subhro, após a morte de Salomão, recebe sua recompensa por trabalhos prestados e some da história, não sem antes manifestar vontade de retornar a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer dúvida, manda daí que terei o maior prazer em considerá-la, colabore com seus conhecimentos comentando, também será muito prazeroso poder ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-4348308687003780877?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/4348308687003780877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=4348308687003780877' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4348308687003780877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4348308687003780877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2011/07/questoes-sobre-viagem.html' title='Questões sobre  &quot;A VIAGEM...&quot;'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jzmSb9uMhYo/ThJms806_EI/AAAAAAAAADk/19wbDoj8Md4/s72-c/2611080310_elefante_asiatico_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-1333269182039524291</id><published>2009-08-31T10:50:00.006-04:00</published><updated>2009-09-01T12:57:05.391-04:00</updated><title type='text'>As muitas BANDEIRAS da poesia...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/Spvo-JHP7fI/AAAAAAAAABk/sACryf_oU6Y/s1600-h/manuel+bandeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 306px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/Spvo-JHP7fI/AAAAAAAAABk/sACryf_oU6Y/s320/manuel+bandeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376146734492675570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das obras mais líricas e belas da literatura brasileira é a de Manuel e suas muitas bandeiras, por onde começar o que sempre será uma síntese? Pensei em um comentário metapoético e  po que não de  Drummond falando em sua forma clara ,direta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasárgada&lt;br /&gt;Não foste embora pra Pasárgada&lt;br /&gt;Não era o teu destino.&lt;br /&gt;Não te habituarias lá.&lt;br /&gt;Em teu território próprio, intransferível.&lt;br /&gt;Nem rei, nem amigo do rei&lt;br /&gt;És puramente lúcido&lt;br /&gt;e dolorido homem experiente&lt;br /&gt;que subjugou seu desespero&lt;br /&gt;a poder de renúncia, vigília e ritmo.&lt;br /&gt;(DRUMMOND, Carlos) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A ida para Pasárgada , lugar mitológico criado por Bandeira para livrar-se dos inconvenientes da doença, realmente não ocorreu, O poeta supera a doença e a transforma em poema, não sem sofrimento “ Dolorido homem”. Os livros de Bandeira fazem uma painel da angústia até a superação, passando pela auto ironia e a saudade.&lt;br /&gt; Bandeira nasceu em 1886 e pertence a uma geração de simbolistas e pós-parnasianos, tem um sentimentalismo Inato e romântico.&lt;br /&gt;  Cinza das horas, que sempre me faz lembrar a música V'ambora, da Calcanhoto&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dvJfHhb9MIU"&gt;&lt;/a&gt;,  ainda bem simbolista, é angustiado e tenta inibir o sentimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lírio alvo e franzino&lt;br /&gt;nascido ao por do sol, à beira d'água&lt;br /&gt;numa paisagem erma , onde cantava um sino&lt;br /&gt;a de nascer inconsolável mágoa....&lt;br /&gt;A vida é amarga. O amor um pobre gozo...&lt;br /&gt;Hás de amar e sofrer  incompreendido,&lt;br /&gt;triste lírio, franzino, inquieto, ansioso&lt;br /&gt;frágil e dolorido...&lt;br /&gt; Já em Carnaval os ritmos dançam com certa irregularidade (já moderna) e melancolia acompanhada de um humorismo destruidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sapos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfunando os papos, &lt;br /&gt;Saem da penumbra, &lt;br /&gt;Aos pulos, os sapos. &lt;br /&gt;A luz os deslumbra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ronco que aterra, &lt;br /&gt;Berra o sapo-boi: &lt;br /&gt;- "Meu pai foi à guerra!" &lt;br /&gt;- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sapo-tanoeiro, &lt;br /&gt;Parnasiano aguado, &lt;br /&gt;Diz: - "Meu cancioneiro &lt;br /&gt;É bem martelado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vede como primo &lt;br /&gt;Em comer os hiatos! &lt;br /&gt;Que arte! E nunca rimo &lt;br /&gt;Os termos cognatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu verso é bom &lt;br /&gt;Frumento sem joio. &lt;br /&gt;Faço rimas com &lt;br /&gt;Consoantes de apoio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai por cinqüenta anos &lt;br /&gt;Que lhes dei a norma: &lt;br /&gt;Reduzi sem danos &lt;br /&gt;A fôrmas a forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clame a saparia &lt;br /&gt;Em críticas céticas: &lt;br /&gt;Não há mais poesia, &lt;br /&gt;Mas há artes poéticas..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urra o sapo-boi: &lt;br /&gt;- "Meu pai foi rei!"- "Foi!" &lt;br /&gt;- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brada em um assomo &lt;br /&gt;O sapo-tanoeiro: &lt;br /&gt;- A grande arte é como &lt;br /&gt;Lavor de joalheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou bem de estatuário. &lt;br /&gt;Tudo quanto é belo, &lt;br /&gt;Tudo quanto é vário, &lt;br /&gt;Canta no martelo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, sapos-pipas &lt;br /&gt;(Um mal em si cabe), &lt;br /&gt;Falam pelas tripas, &lt;br /&gt;- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dessa grita, &lt;br /&gt;Lá onde mais densa &lt;br /&gt;A noite infinita &lt;br /&gt;Veste a sombra imensa; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, fugido ao mundo, &lt;br /&gt;Sem glória, sem fé, &lt;br /&gt;No perau profundo &lt;br /&gt;E solitário, é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que soluças tu, &lt;br /&gt;Transido de frio, &lt;br /&gt;Sapo-cururu &lt;br /&gt;Da beira do rio...&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Bandeira é um poeta da primeira fase moderna, a de 22, portanto há nele uma faceta rebelde, contrária a poética tradicional dos parnasianos. “Os sapos” pertence a este momento. Há uma clara referência aos poetas parnasianos e ao seu modo de fazer poesia “meu cancioneiro é bem martelado”, que vê o poema como algo saído de uma oficina e se vangloriam do fazer poético. O mais interessante é o final, as três últimas estrofes,  a revelação do poeta moderno, seu lugar, seu abandono.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ritmo Dissoluto&lt;/span&gt;, 1924, há um movimento &lt;br /&gt;de regressão ao passado, procurando resgatar a memórias dos momentos, da família, das festas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profundamente&lt;br /&gt;Quando ontem adormeci&lt;br /&gt;Na noite de São João&lt;br /&gt;Havia alegria e rumor&lt;br /&gt;Vozes cantigas e risos&lt;br /&gt;Ao pé das fogueiras acesas.&lt;br /&gt;No meio da noite despertei&lt;br /&gt;Não ouvi mais vozes nem risos&lt;br /&gt;Apenas balões&lt;br /&gt;Passavam errantes&lt;br /&gt;Silenciosamente&lt;br /&gt;Apenas de vez em quando&lt;br /&gt;O ruído de um bonde&lt;br /&gt;Cortava o silêncio&lt;br /&gt;Como um túnel.&lt;br /&gt;Onde estavam os que há pouco&lt;br /&gt;Dançavam&lt;br /&gt;Cantavam&lt;br /&gt;E riam&lt;br /&gt;Ao pé das fogueiras acesas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Estavam todos dormindo&lt;br /&gt;Estavam todos deitados&lt;br /&gt;Dormindo&lt;br /&gt;Profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha seis anos&lt;br /&gt;Não pude ver o fim da festa de São João&lt;br /&gt;Porque adormeci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo&lt;br /&gt;Minha avó&lt;br /&gt;Meu avô&lt;br /&gt;Totônio Rodrigues&lt;br /&gt;Tomásia&lt;br /&gt;Rosa&lt;br /&gt;Onde estão todos eles?&lt;br /&gt;— Estão todos dormindo&lt;br /&gt;Estão todos deitados&lt;br /&gt;Dormindo&lt;br /&gt;Profundamente.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Dois momentos de um adormecer: o sono e a morte. Um poema saudosista, mais um dos lados do lirismo de Bandeira. O relato de um fato q se mistura ao sentimento é uma característica do modernismo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na verdade, Ritmo dissoluto, Libertinagem (1930) e Estrela da manhã (1936) pode ser considerada a trilogia modernista de Bandeira. O primeiro é a introdução do poeta na modernidade, o segundo de plena realização moderna, mais audacioso, e o terceiro a conciliação entre o novo e o velho. É a estrela ( o amor, o ideal , a poesia) da maturidade do poeta. A estrela é um símbolo que perseguirá o poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poética&lt;br /&gt;Estou farto do lirismo comedido&lt;br /&gt;Do lirismo bem comportado&lt;br /&gt;Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente&lt;br /&gt;protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.&lt;br /&gt;Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário&lt;br /&gt;o cunho vernáculo de um vocábulo.&lt;br /&gt;Abaixo os puristas&lt;br /&gt;Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais&lt;br /&gt;Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção&lt;br /&gt;Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis&lt;br /&gt;Estou farto do lirismo namorador&lt;br /&gt;Político&lt;br /&gt;Raquítico&lt;br /&gt;Sifilítico&lt;br /&gt;De todo lirismo que capitula ao que quer que seja&lt;br /&gt;fora de si mesmo&lt;br /&gt;De resto não é lirismo&lt;br /&gt;Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante&lt;br /&gt;exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes&lt;br /&gt;maneiras de agradar às mulheres, etc&lt;br /&gt;Quero antes o lirismo dos loucos&lt;br /&gt;O lirismo dos bêbedos&lt;br /&gt;O lirismo difícil e pungente dos bêbedos&lt;br /&gt;O lirismo dos clowns de Shakespeare&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Poema de LIBERTINAGEM, rebelde, defensor da liberdade, usa até mesmo a linguagem panfletária, exaltada com típica influência futurista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O poema inicial de Estrela da Manhã, tem o mesmo nome, começa metrificado e vai se tornando livre é a conjugação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela da Manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria a estrela da manhã&lt;br /&gt;Onde está a estrela da manhã?&lt;br /&gt;Meus amigos meus inimigos&lt;br /&gt;Procurem a estrela da manhã &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desapareceu ia nua&lt;br /&gt;Desapareceu com quem?&lt;br /&gt;Procurem por toda à parte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam que sou um homem sem orgulho&lt;br /&gt;Um homem que aceita tudo&lt;br /&gt;Que me importa?&lt;br /&gt;Eu quero a estrela da manhã &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias e três noite&lt;br /&gt;Fui assassino e suicida&lt;br /&gt;Ladrão, pulha, falsário &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virgem mal-sexuada&lt;br /&gt;Atribuladora dos aflitos&lt;br /&gt;Girafa de duas cabeças&lt;br /&gt;Pecai por todos pecai com todos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecai com malandros&lt;br /&gt;Pecai com sargentos&lt;br /&gt;Pecai com fuzileiros navais&lt;br /&gt;Pecai de todas as maneiras&lt;br /&gt;Com os gregos e com os troianos&lt;br /&gt;Com o padre e o sacristão&lt;br /&gt;Com o leproso de Pouso Alto&lt;br /&gt;Depois comigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas&lt;br /&gt;comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples&lt;br /&gt;Que tu desfalecerás &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurem por toda à parte&lt;br /&gt;Pura ou degradada até a última baixeza&lt;br /&gt;Eu quero a estrela da manhã.&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dvJfHhb9MIU.blogger.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-1333269182039524291?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/1333269182039524291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=1333269182039524291' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/1333269182039524291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/1333269182039524291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2009/08/as-muitas-bandeiras-da-poesia.html' title='As muitas BANDEIRAS da poesia...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/Spvo-JHP7fI/AAAAAAAAABk/sACryf_oU6Y/s72-c/manuel+bandeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-6617500727900630432</id><published>2009-08-31T10:38:00.004-04:00</published><updated>2009-08-31T10:49:30.874-04:00</updated><title type='text'>BANDEIRANDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SpviYkYH_VI/AAAAAAAAABc/w8w4hLpqn88/s1600-h/loveforsale.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SpviYkYH_VI/AAAAAAAAABc/w8w4hLpqn88/s320/loveforsale.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376139491906420050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Estou preparando um pequeno material sobre Manuel Bandeira, tá no  forno, fervendo, mas antes, para pegar gosto, ritmo (tão importante para entender Bandeira)e para voltar a postar depois de uma imensa pausa, resolvi postar um poema, uma de minhas "bandeiras" mais desfraldadas &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Disfarce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vasculho tua vida com vontade,&lt;br /&gt;Cada dobra, pedaço, cômodo escondido.&lt;br /&gt;Remexo tua bolsa na frente de todos -&lt;br /&gt;Disfarce? Ciúme? Não!&lt;br /&gt;Só busco meu coração, desavergonhadamente,&lt;br /&gt;Em tuas coisas, envolvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-6617500727900630432?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/6617500727900630432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=6617500727900630432' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/6617500727900630432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/6617500727900630432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2009/08/bandeirando.html' title='BANDEIRANDO'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SpviYkYH_VI/AAAAAAAAABc/w8w4hLpqn88/s72-c/loveforsale.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-3979651335441168966</id><published>2008-09-15T17:15:00.004-04:00</published><updated>2008-09-15T17:27:01.252-04:00</updated><title type='text'>"...Quando o 'Adorado' das gentes chegar..."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SM7SwBmUcOI/AAAAAAAAAA0/vGRjlA-H-Yw/s1600-h/casadasonze.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SM7SwBmUcOI/AAAAAAAAAA0/vGRjlA-H-Yw/s320/casadasonze.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246362338437918946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre adorei água, mar, rio, ou os amazonicamente igarapés. A junção das Ba(h) ías ( a minha terra e a que banha minha outra terra) é muito linda em Belém. Esse poema é em homenagem a paisagem e principalmente ao  amor (Adorado)que se inicia(ou)a beira-rio-mar-baía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO PIER, NA CASA, NO VENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaste através de outra:&lt;br /&gt;Outra imagem, outra boca, outro espaço.&lt;br /&gt;Mas tão intensamente esmagadora,&lt;br /&gt;que eu só sentia teu abraço&lt;br /&gt;nos corredores do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha começa ao vento&lt;br /&gt;enquanto você me sopra, ao ouvido, &lt;br /&gt;palavras de contentamento&lt;br /&gt;( e me conquista tão completamente, &lt;br /&gt;que as rimas voltam como um invento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demência da entrega&lt;br /&gt;só não é maior que a exposição -&lt;br /&gt;mas que medo pode haver de expor, &lt;br /&gt;quando deixou as entranhas à mostra, o amor? -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é tradicional em nós,&lt;br /&gt;a não ser meu poema espremido no canto do copo,&lt;br /&gt;no topo do corpo,&lt;br /&gt;Quente que despela&lt;br /&gt;a pele que, um do outro, vestíamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-3979651335441168966?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/3979651335441168966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=3979651335441168966' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/3979651335441168966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/3979651335441168966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2008/09/quando-o-adorado-das-gentes-chegar.html' title='&quot;...Quando o &apos;Adorado&apos; das gentes chegar...&quot;'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SM7SwBmUcOI/AAAAAAAAAA0/vGRjlA-H-Yw/s72-c/casadasonze.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-4648105094094114674</id><published>2008-09-02T23:50:00.000-04:00</published><updated>2008-09-03T00:12:38.400-04:00</updated><title type='text'>Prova virtual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SL4OQcvIW9I/AAAAAAAAAAs/phdRq1f1Kks/s1600-h/provas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SL4OQcvIW9I/AAAAAAAAAAs/phdRq1f1Kks/s320/provas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241642692060404690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olá queridas(os) alunas (os), essa é especialmente para vocês que vão realizar um pequeno exercício literário. Como sempre é importante ler com atenção e responder como se fosse um comentário ao tópico, lerei com toda atenção. Claro, a diferença é que não apenas eu estarei lendo, mas a pretensão é que sirva de modelo, nesse momento de informação global e tecnológica, além de poder ser imediatamente acessada pelos pais e interessados, vamos a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia com atenção a estrofe a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem puderas, ó Sol, da vista destes,&lt;br /&gt;Teus raios apartar aquele dia,&lt;br /&gt;Como da seva mesa de Tiestes,&lt;br /&gt;Quando os filhos por mão de Atreu comia!&lt;br /&gt;Vós, ó côncavos vales, que pudestes&lt;br /&gt;A voz extrema ouvir da boca fria,&lt;br /&gt;O nome do seu Pedro, que lhe ouvistes,&lt;br /&gt;Por muito grande espaço repetistes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Ao ler a estrofe é possível dizer qual o papel da natureza presente no trecho. Explique qual é ele?&lt;br /&gt;2.A referência a Tiestes e Atreu demonstra que característica clássica e para que ela serve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia um trecho da peça de Gil Vicente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mocinha — Com cem açoites no lombo, uma carocha por capela, e atenção! Leva&lt;br /&gt;tão bom coração, como se fosse em folia. Que pancadas que lhe dão! E o triste do&lt;br /&gt;pregão – porque dizia:&lt;br /&gt;“Por mui grande alcoviteira e para sempre degredada”, vai tão desavergonhada,&lt;br /&gt;como ia a feiticeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Qual a reação de Branca Gil à prisão? Que trecho melhor comprova sua resposta?&lt;br /&gt;4.O trecho se aproxima mais do lado medieval ou moderno de Vicente? Explique:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um trecho Vicentino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velho — Que formosa! Toda a minha horta é vossa.&lt;br /&gt;Moça — Não quero tanta franqueza.&lt;br /&gt;Velho — Não pra me serdes piedosa, porque, quanto mais graciosa, sois crueza.&lt;br /&gt;Cortai tudo, é permitido, senhora, se sois servida. Seja a horta destruída, pois seu&lt;br /&gt;dono é destruído.&lt;br /&gt;Moça — Mana minha! Julgais que sou a daninha? Porque não posso esperar,&lt;br /&gt;colherei alguma coisinha, somente por ir asinha e não tardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.A moça é interesseira? Justifique sua resposta com base no trecho&lt;br /&gt;6.Explique o trecho “Julgais que sou a daninha?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-4648105094094114674?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/4648105094094114674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=4648105094094114674' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4648105094094114674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4648105094094114674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2008/09/prova-virtual.html' title='Prova virtual'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SL4OQcvIW9I/AAAAAAAAAAs/phdRq1f1Kks/s72-c/provas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-4992063992769759960</id><published>2008-08-04T16:03:00.004-04:00</published><updated>2008-08-04T16:23:00.762-04:00</updated><title type='text'>Ajudando a redigir!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_mz_0NorcaeQ/SJdkLT6YLoI/AAAAAAAAAAk/Pbd4V_a8IDI/s1600-h/reda%C3%A7ao.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_mz_0NorcaeQ/SJdkLT6YLoI/AAAAAAAAAAk/Pbd4V_a8IDI/s320/reda%C3%A7ao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230759637700587138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou postar uma temática redacional baseada em uma mensagem dessas comuns que circulam na rede evidenciando os erros de vestibulandos em provas de redação dos processos seletivos.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A postagem é mais focada nos processos seletivos de Belém, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mas nada impede &lt;span style="font-style:ita&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;lic;"&gt;que seja reaproveitada. Observe primeiro os comentários feitos na net:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PROVA DE REDAÇÃO DA UFMG&lt;br /&gt;Onde vamos parar? Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de&lt;br /&gt;escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo&lt;br /&gt;como o tema: 'A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?'&lt;br /&gt;A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma&lt;br /&gt;maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação'.&lt;br /&gt;(Deus!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação,&lt;br /&gt;in&lt;/span&gt;formação e deformação'. (Fantástica!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada&lt;br /&gt;não...'(Ah bom, uma frase sobrenatural ) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo&lt;br /&gt;intertida como também as vista'* (Sem comentários ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com&lt;br /&gt;isso fabrica muitas cabeças'* (Como é que pode ?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco20(?), fazendo com que o&lt;br /&gt;telespectador solte o seu lado obscuro' &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(esta é imbatível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral'* (É praticam&lt;/span&gt;ente&lt;br /&gt;uma tortura !).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de&lt;br /&gt;locomoção'* (Tudo a ver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV é o oxigênio que forma nossas idéias' *(Sem ela este indivíduo não&lt;br /&gt;pode viver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de&lt;br /&gt;informar e deformar os homens' *(Nunca tentei dirigir uma TV ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV ezerce* (Puxa!!! ) poder, levando informações diárias e porque não&lt;br /&gt;dizer horárias' (Esse é humorista, além de tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem&lt;br /&gt;nada a ver com isso'* (Me explica isso? ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A televisão leva fatos a trilhares de pessoas' *(É muita gente isso,&lt;br /&gt;hein?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A TV acomoda aos tele inspectadores' *(Socorro!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas' *(Vixe!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode&lt;br /&gt;formar, como informar, como deformar' *(P/q/p, onde essa criatura arrumou&lt;br /&gt;esta faca???).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muito comuns esses comentários acerca dos erros dos alunos, em muitos meios de comunicação, deixando de lado aqui se  há algum tipo de fabricação de erros para causar humor, o fato é que eles existem, o máximo que pode acontecer é o exagero. Você tem duas propostas a realizar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Escreva uma carta argumentiva a algum desses candidatos responsáveis por uma dessas "pérolas" redacionais e identificando, não o erro,mas as possíveis causas e como evitar que se repita.&lt;br /&gt;2. Componha uma dissertação discutindo até que ponto a expressão da opinião através da escrita é importante para a seleção de um futuro profissional, posicione-se.&lt;br /&gt;Outras temáticas podem surgir, você, como sempre pode e deve sugerir , enviar dúvidas.Será um prazer ajudar e crescer junto.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-4992063992769759960?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/4992063992769759960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=4992063992769759960' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4992063992769759960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4992063992769759960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2008/08/ajudando-redigir.html' title='Ajudando a redigir!'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_mz_0NorcaeQ/SJdkLT6YLoI/AAAAAAAAAAk/Pbd4V_a8IDI/s72-c/reda%C3%A7ao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-1091132436069393524</id><published>2008-05-26T06:04:00.002-04:00</published><updated>2008-05-26T06:12:17.618-04:00</updated><title type='text'>POSTAGEM "EXPRESS" - para exercitar</title><content type='html'>Da minha aldeia vejo o quanto da terra se pode ver no Universo... / Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer /Porque eu sou do tamanho do que vejo / E não, do tamanho da minha altura.. /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cidades a vida é mais pequena/ Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro / Nas cidades as grandes casas fecham a vita à chave, /Escondem o horizonte,empurram o nosso olhar para longe De todo céu / Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos  nos podem dar / E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver&lt;br /&gt;QUESTÕES:&lt;br /&gt;1. O eu-lírico utiliza a maiúscula alegórica. Qual um possível objetivo para tal recurso?&lt;br /&gt;2.O bucolismo do poeta acaba por afastá-lo da cidade.  Em que coisas o ambiente urbano prejudicaria o ser humano? Explique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve, leve, mosquito leve, / um vento muito leve passa / E vai-se, sempre muito leve. / E eu não sei o que penso / Nem procuro sabê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Identifique e comente uma característica típica do modernismo&lt;br /&gt;4. Identifique e comente uma característica típica do autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O luar quando bate na relva / Não sei que cousa me lembra / Lembra-me a voz da criada velha /Contando-me contos de fadas / E de como Nossa Senhora vestida de mendiga/ Andava à noite nas estradas/Socorrendo as crianças maltratadas.&lt;br /&gt;Se eu já não posso crer que isso é verdade, / Para que bate o luar na relva?&lt;br /&gt;5. Explicite a postura religiosa do eu-lirico&lt;br /&gt;6. O que parece motivar a mudança de comportamento do eu-lírico?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-1091132436069393524?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/1091132436069393524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=1091132436069393524' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/1091132436069393524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/1091132436069393524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2008/05/postagem-express-para-exercitar.html' title='POSTAGEM &quot;EXPRESS&quot; - para exercitar'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-4703576954937864752</id><published>2008-05-23T16:34:00.002-04:00</published><updated>2008-05-23T16:42:11.942-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E'/><title type='text'>Bela Inês, Bela Inês...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SDcr9XnaXWI/AAAAAAAAAAc/U0r3jpN-fLY/s1600-h/170px-Inecastro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SDcr9XnaXWI/AAAAAAAAAAc/U0r3jpN-fLY/s320/170px-Inecastro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203676227761233250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu e minhas promessas. Hoje em sala, isso mesmo, hoje, dia normalmente enforcado, pós-feriado e eu lá, devo estar mudando, rs. Voltando, hoje, em sala, prometi postar um pequeno comentário sobre o episódio de Inês de Castro, a Linda Inês. Será um prazer, mas é preciso lembrar que há farto material na internet, alguns muito bons e sérios, como sempre complemente, comente, questione. Vamos a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  PEQUENO APANHADO SOBRE INÊS DE CASTRO.&lt;br /&gt;Professor. Ms: Carlos Sérgio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O episódio d'Os Lusíadas que se refere a morte de Inês de Castro, está no canto três da obra, composta por X cantos (como você, com certeza, já sabe) . É disparado, o mais Lírico dentro da construção épica camoniana.&lt;br /&gt; De forma simplista, podemos  dividir a epopéia em fatos históricos e mitológicos, apesar de sempre haver referências míticas dentro dos históricos, e o episódio é claramente HISTÓRICO, como muitas indicações das tramas políticas que envolveram a primeira dinastia real portuguesa, os Borgonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Filhos naturais, disputa por território entre entre Galícia, Castela , Portugal. Enfim, problemas de Estado que para Camões perdem de longe para as motivações amorosas “tu, só tu, puro amor com força crua / Que os corações humanos tanto obriga / deste causa à molesta morte sua...”&lt;br /&gt; Historicamente estamos em pleno século XIV, no reinado de D. Afonso IV, vencedor da batalha do Salado que expulsa definitivamente os mouros (árabes) da península ibérica e aproveita um pequeno período de paz.&lt;br /&gt; O futuro Rei de Portugal , D. Pedro I, da casa de Borgonha (e não de Aviz que é o “brasileiro”) e que nunca quis casar por arranjo, acaba cedendo e casando com Constança Manuel de Castella, que  traz em sua corte a Bela Inês de Castro. O príncipe se apaixona e vive um caso amoroso. Com a morte de Constança, os amantes passam a viver seu amor, mal visto pelo Rei, pelo conselho e por parte do povo que temem uma nova guerra.&lt;br /&gt; O Rei, convencido por alguns conselheiros, acaba promovendo a morte de Inês, na frente dos filhos,  enquanto Pedro está em uma caçada. &lt;br /&gt; Ao subir ao trono, com 37 anos, a primeira atitude do Rei Pedro é transformar sua amada morta em rainha, construir-lhe um túmulo digno em Alcobaça e vingar-se dos conselheiros que mataram a Rainha.&lt;br /&gt; Alguns “mitos” acompanham essa trágica histórica de amor: o encontro de Inês e Rei- sogro D. Afonso; a cerimônia do Beija-mão que Pedro teria promovido, são exemplos.&lt;br /&gt; Vamos pincelar o episódio, antes do resumo que comenta cada estrofe:&lt;br /&gt;São 17 oitavas, da 118 até a 135. Na 118, há referência à Batalha do Salado  e a citação do episódio digno de lembrança que é o assassinato da “rainha” “O caso triste e digno de memória, / Que do sepulcro os homens desenterra, / Aconteceu da mísera e mesquinha/ que depois de morta foi Rainha.”&lt;br /&gt; Da estrofe 119 até a 125, mostra-se  a ida dos algozes ao encontro de Inês que está no castelo as margens do rio Mondengo, “morta” de saudades de seu amado “Estavas, linda Inês, posta em sossego,/ De teus anos colhendo o doce fruto / Naquele engano da alma, ledo e cego, / Que a fortuna não deixa durar muito/ Nos saudosos campos do Mondengo”.&lt;br /&gt; A 125 prepara para a súplica de Inês ao Rei  “ E depois, nos meninos atentando, / que tão queridos tinha e tão mimosos / cuja orfandade como mãe temia / Para o avô cruel assim dizia:” &lt;br /&gt; A fala da “rainha”, que começa na estrofe 126 e vai até a 129,  mostra preocupação com os filhos, pede o exílio, sempre honrada e com a suavidade dada por Camões ao episódio inesiano, tratando como compaixão, isto é, muito mais elegíaco do que trágico: “Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito / ( Se de humano é matar uma donzela,/ fraca e sem força, só por ter sujeito / o coração a quem soube vencê-la) , / A estas criancinhas tem respeito...” &lt;br /&gt;  A 130, mostra a piedade do Rei, mas o endurecimento dos conselheiros “Queria perdoar-lhe o Rei benigno, / Movido das palavras que o magoam; / Mas o pertinaz povo e seu destino...” &lt;br /&gt; Na 131, aparece a comparação com a mitologia e a figura de Policena,outra jovem sacrificada, na 132, uma idealização da beleza de Inês, uma descrição do corpo da “rainha” . A partir daí uma lamentação sobre a injustiça da morte e o final criando o “mito” da fonte dos amores, criada pela lágrimas de Inês : “E, por memória eterna, em fonte pura / As lágrimas choradas transformaram./ O nome lhe puseram, que ainda dura, / Dos amores de Inês, que ali passaram./ Vede que fresca fonte rega as flores, / Que lágrimas são a água e o nome Amores.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-4703576954937864752?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/4703576954937864752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=4703576954937864752' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4703576954937864752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/4703576954937864752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2008/05/bela-ins-bela-ins.html' title='Bela Inês, Bela Inês...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SDcr9XnaXWI/AAAAAAAAAAc/U0r3jpN-fLY/s72-c/170px-Inecastro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-829506990650557469</id><published>2008-05-14T18:27:00.003-04:00</published><updated>2008-05-14T18:41:15.732-04:00</updated><title type='text'>O "novo" Velho da Horta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SCtqNlvy2jI/AAAAAAAAAAU/nTOJ9NXWxY0/s1600-h/C21122-1.gif.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SCtqNlvy2jI/AAAAAAAAAAU/nTOJ9NXWxY0/s320/C21122-1.gif.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200366976432790066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Gente estava a um tempo afastado, obrigações de trabalho, doutorado na cabeça, mas precisava postar um resumo de uma POSSÍVEL nova leitura obrigatória dos processos seletivos aqui de Belém, na verdade, é só uma súmula, o que chamo de "resumo da preguiça", mas vai ajudar a dar os primeiros passos (olha o chavão!). A obra é facilmente encontrável na rede e (novamente sendo previsível) a leitura da obra é sempre melhor. Mas vamos ao resumo que espero ajude, como sempre os comentários, dúvidas, acréscimos, são a razão desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O HUMANISMO DE GIL VICENTE :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.ASPECTOS HISTÓRICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do final do século XV a meados do XVI os países da Europa, seguindo a Itália, que foi precursora, entraram na fase mercantil propriamente dita e tentaram adaptá-la às suas estruturas feudais.&lt;br /&gt; O aumento do volume de trocas, inclusive do dinheiro, intensifica a busca de metais preciosos e conseqüentemente de lugares onde eles existam. O descobrimento da prata na América e do caminho marítimo para a índia vem ao encontro desta necessidade.&lt;br /&gt; Em Portugal, após a descoberta do caminho marítimo para a Índia, o processo de centralização política e econômica sob a chefia do Rei intensifica-se, ou seja, a burguesia mercantil fica subordinada ao Rei e a exploração econômica é monopolizada pela Coroa. Perceba, caro(a) universitário(a), que é uma nova estrutura amarrada a velhos costumes palacianos.&lt;br /&gt; É óbvio que a forma como se apresentará o pensamento cultural sofrerá alterações. A principal delas é o advento do pensamento humanista que exprime a crença em valores morais  e estéticos que sejam humanos e não divinos, é portanto, a valorização do homem e o começo do questionamento da dominação clerical.&lt;br /&gt; A descoberta da tipografia em meados do século XV, é fundamental para a divulgação do pensamento Humanista e das obras literárias como um todo, tornando algumas delas mais populares.&lt;br /&gt; Como iniciadores dos descobrimentos marítimos, os portugueses tiveram papel importante no desenvolvimento dessa cultura que acabou desembocando no Renascimento.&lt;br /&gt; O teatro de Gil Vicente em sua diversidade estética e temática mostra exatamente estas duas relações históricas: o fim da era medieval e uma incipiente atmosfera humanista e renascentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II.PEQUENA BIOGRAFIA DE GIL VICENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; As datas de nascimento e  morte de Gil Vicente são incertas. Estima-se que nasceu entre 1465 e 1470 e que morreu entre 1536 e 1540. Com ele o teatro português sai da pré-história graças ao melhor acabamentos estético e a introdução de algumas estruturas dramáticas. Seu teatro é extremamente influenciado pelo do espanhol Juan del Encina.&lt;br /&gt; Gil Vicente é um escritor de transição entre o medieval e a modernidade, a maioria das suas peças é bilingüe (espanhol e português). Seu primeiro auto foi encenado em 1502 em homenagem ao nascimento do rei (auto da Visitação ou monólogo do vaqueiro).&lt;br /&gt; Apesar de ser um escritor cortesão não deixou de criticar de modo irônico a vida na corte, atividade que só foi encerrada com o estabelecimento da inquisição em Portugal, pelo Papa Paulo III.&lt;br /&gt; Gil Vicente é uma testemunha da época e retrata todas as transformações econômicas e religiosas pelas quais passa sua pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. O VELHO DA HORTA&lt;br /&gt;Apresentação&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O VELHO DA HORTA, de Gil Vicente, que foi representado em 1512, é uma farsa ( a segunda do camarada, a primeira é o AUTO da Índia, lembras?). Farsa é uma expressão latina que quer dizer rechear, fartar. É burlesca, exagerada, próxima do ridículo e principalmente centrada sobre quadros da vida real. O gênero originou-se na Idade Média francesa, mas a princípio pretendia apenas causar o riso sem reflexão, o que NÃO ocorre em Gil Vicente que sempre utiliza a ironia como modo de criticar a sociedade que o circunda a fim de moralizá-la.&lt;br /&gt; É uma obra escrita em versos, com métrica popular que descreve uma intriga engenhosamente construída. O tema é o do velho apaixonado. O Velho está no seu jardim. E os jardins são para Gil Vicente lugares privilegiados, sempre impregnados mais ou menos de eflúvios amorosos. Uma jovem vem ali para colher "cheiros para a panela". O Velho corteja-a e ela resiste. &lt;br /&gt; A mulher do velho manda-o chamar para vir jantar,  mas ele recusa-se e fica no jardim esquecido da sua idade e entoando canções de amor. &lt;br /&gt; A Alcoviteira Branca Gil, vendo nele uma presa fácil, vem encontrar-se com ele. Consegue extorquir-lhe todo o dinheiro que pode levando-o a acreditar que lhe abrirá caminho até ao coração da jovem. Mas um alcaide, acompanhado por quatro beleguins, prende Branca Gil, que será castigada como merece. &lt;br /&gt; E o Velho vem a saber que a moça por quem está apaixonado já se casou com um "noivo moço" que "não tirava os olhos dela".&lt;br /&gt; Pouco mais seria necessário para fazer de tal tema um drama, isso até acontece algumas vezes na maneira como se exprime o Velho.&lt;br /&gt; O velho apaixonado, apesar de tudo, continua sendo até ao fim ridículo e odioso. A simpatia dos espectadores vai toda para a jovem, apesar da crueldade com que ela o trata. &lt;br /&gt; O que esta farsa exalta é a vitória da juventude e da vida contra a velhice e a morte. E acontece que, desta vez, a causa da juventude se confunde com a da moral, visto que no remate a jovem simpática se casa e o velho libidinoso é escarnecido.&lt;br /&gt; Não perca de vista que há também uma crítica ao comportamento trovadoresco representado pelo velho e que é, como ele, ultrapassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Narrativa&lt;br /&gt; A obra começa com o velho que passeia por sua propriedade e reza o que mostra a influência medieval “Velho — Pater noster criador, Qui es in coelis, poderoso, Santificetur, Senhor,&lt;br /&gt;nomen tuum vencedor, nos céu e terra piedoso. Adveniat a tua graça, regnum tuum sem mais guerra; voluntas tua” &lt;br /&gt; Logo após entra  a moça. Gil Vicente é um criador de tipos. A linguagem do Velho é um arremedo da poesia palaciana. A linguagem da Moça é zombeteira e se contrapõe à do velho : “Velho — Onde se criou tal flor? Eu diria que nos céus.&lt;br /&gt;Moça — Mas no chão.&lt;br /&gt;Velho — Pois damas se acharão que não são vosso sapato!&lt;br /&gt;Moça — Ai! Como isso é tão vão, e como as lisonjas são de barato!&lt;br /&gt;Velho — Que buscais vós cá, donzela, senhora, meu coração?&lt;br /&gt;Moça — Vinha ao vosso hortelão, por cheiros para a panela.” A entrada do PARVO, criado do velho, mostra uma tentativa de chamar o patrão, inutilmente, para as coisas práticas do dia a dia: “Velho — Vai-te! Queres que t’açoite? Oh! Dou ao demo a intrujona sem saber!&lt;br /&gt;Parvo — Diz que fosseis vós comer e não demoreis aqui.&lt;br /&gt;Velho — Não quero comer, nem beber.&lt;br /&gt;Parvo — Pois que haver cá de fazer?&lt;br /&gt;Velho — Vai-te daí!”. A esposa do velho apenas entra para reafirmar o ridículo da situação. &lt;br /&gt; Em seguida, entra em cena uma alcoviteira que oferece seus préstimos profissionais para garantir ao Velho a posse da amada. Mediante promessas de que o êxito está próximo, a mulher extorque toda a riqueza do Velho : “Velho — Dizede-me: quem é ela?&lt;br /&gt;Alcoviteira — Vive junto com a Sé. Já! Já! Já! Bem sei quem é! É bonita como&lt;br /&gt;estrela, uma rosinha de abril, uma frescura de maio, tão manhosa, tão sutil!...&lt;br /&gt;Velho — Acudi-me Branca Gil, que desmaio.”. Finalmente, entra em cena a Justiça que prende a alcoviteira, mas retira do Velho a esperança de ver realizado tão louco amor:  Alcaide — Vinde da parte de el-Rei!&lt;br /&gt;Alcoviteira — Muita vida seja a sua. Não me leveis pela rua; deixar-me vós, que eu&lt;br /&gt;me irei.&lt;br /&gt;Beleguins — Sus! Andar!&lt;br /&gt;Alcoviteira — Onde me quereis levar, ou quem me manda prender? Nunca havedes&lt;br /&gt;de acabar de me prender e soltar? Não há poder!&lt;br /&gt;Alcaide — Nada se pode fazer.&lt;br /&gt;Alcoviteira — Está já a carocha aviada?!... Três vezes fui já açoitada, e, enfim, hei&lt;br /&gt;de viver. No final, vem a notícia de que a jovem que motivou tão tresloucada paixão casou-se: Velho — Oh coitado! A minha é!&lt;br /&gt;Mocinha — Agora, má hora e vossa! Vossa é a treva. Mas ela o noivo leva. Vai tão&lt;br /&gt;leda, tão contente, uns cabelos como Eva; por certo que não se atreva toda a gente!&lt;br /&gt;O Noivo, moço polido, não tirava os olhos dela, e ela dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTRUTURA DA OBRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quatro versos em redondilhas maiores e um quinto verso com três sílabas métricas. Os conceitos formulados pelo Velho acerca da natureza do amor são  quinhentistas (Petrarca). A interlocução do Velho apaixonado, contagiado pelo gosto das antíteses e pelo conceito do conflito entre a razão e o sentimento amoroso: &lt;br /&gt;“que morrer é acabar&lt;br /&gt;e amor não tem saída" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temática &lt;br /&gt;O tema central é o amor tardio, extemporâneo, as conseqüências desastrosas desse amor e o patético e ridículo do assédio de um velho, que se julga irresistível, a uma jovem esperta e prudente.&lt;br /&gt;Personagens&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Parvo – criado do Velho com pouca cultura,limitando-se a chamar-lhe às realidades primárias da vida (o comer)  incapaz de compreender grandes dramas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alcoviteira – figura pitoresca da baixa sociedade peninsular astuciosa e mistificadora,cuja moral independe de todas as leis da sensibilidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alcaide – antigo oficial de Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleguins – agentes de polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mocinha – personagem que vai até a horta comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher – espera do Velho, Só interessa o prático&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velho – idoso, proprietário de uma horta, apaixona-se subitamente por uma jovem compradora. Mostra o comportamento palaciano, vassalo, é ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moça – rapariga com certa experiência,  com resposta ao pé da letra, confiante em si mesmo, disposta a zombar de um velho inofensivo,sem quebra da sua dignidade pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-829506990650557469?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/829506990650557469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=829506990650557469' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/829506990650557469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/829506990650557469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2008/05/o-novo-velho-da-horta.html' title='O &quot;novo&quot; Velho da Horta'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/SCtqNlvy2jI/AAAAAAAAAAU/nTOJ9NXWxY0/s72-c/C21122-1.gif.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-765068845829156906</id><published>2007-09-01T10:07:00.001-04:00</published><updated>2007-09-01T10:19:13.274-04:00</updated><title type='text'>DEZ questões sobre CANTIGAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/Rtl0Fq-oJiI/AAAAAAAAAAM/oaSOs7N1Zik/s1600-h/trovadores.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/Rtl0Fq-oJiI/AAAAAAAAAAM/oaSOs7N1Zik/s320/trovadores.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105239293386303010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem prometi em sala postar alguns exercícios que pudessem, humildemente, auxiliar na sua preparação para ser universitário 2008. Logo após alguns alunos pediram que eu iniciasse pelo conteúdo do programa 1 que se inicia por cantigas. Vontade expressa, vontade realizada. Não vou me furtar o prazer de alternar questões com o que mais gosto: poemas, de todos os jeitos e formas, mas agora mãos a obra, resolva e comente, BLOG SEM INTERAÇÃO NÃO É BLOG, será um prazer ler o que achas, seja o que for: pedidos, reclamações, sugestões. A resolução vem daqui a uma semana. Chega de blá e vamos as questões:&lt;br /&gt;01. No período medieval, o poema lírico expressa-se por meio das cantigas de amigo e das cantigas de amor. Leia os fragmentos abaixo, do poeta lírico D. Dinis, e estabeleça as diferenças entre os dois tipos de produção poética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragmento 1: cantiga de amigo &lt;br /&gt; “Ai flores, ai flores do verde pinho, &lt;br /&gt; se sabedes(1)  novas do meu amigo! &lt;br /&gt; Ai Deus, e u é(2) ? &lt;br /&gt; Aí flores, ai flores do verde ramo, &lt;br /&gt; se sabedes novas do meu amado! &lt;br /&gt; Ai Deus, e u é? &lt;br /&gt; Se sabedes novas do meu amigo, &lt;br /&gt; aquel que mentiu do que pôs comigo(3) ! &lt;br /&gt; Ai Deus, e u é?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragmento 2: cantiga de amor &lt;br /&gt; “Quer’eu en maneira de proençal(1) &lt;br /&gt; fazer agora un cantar d’amor &lt;br /&gt; e querrei muit’i loar mia senhor(2) , &lt;br /&gt; a que prez(3)  nen fremosura(4)  non fal(5) &lt;br /&gt; nen bondade, e mais vos direi én(6) : &lt;br /&gt; tanto a fez Deus comprida de bem(7) &lt;br /&gt; que mais que todas las do mundo val(8)”. &lt;br /&gt;(1) Sabedes =sabeis &lt;br /&gt;(2) E u é = onde está ele &lt;br /&gt;(3) Aquel que mentiu do que pôs comigo = aquele que faltou com o que prometeu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Quer’eu en maneira de proençal = quero à moda provençal &lt;br /&gt;(2) e querrei muit’i loar mia senhor = quererei muito aí louvar minha senhora &lt;br /&gt;(3) Prez=respeito, honra &lt;br /&gt;(4) Fremosura = formosura &lt;br /&gt;(5) Fal= falta &lt;br /&gt;(6) én =sobre ela &lt;br /&gt;(7) comprida de bem= cheia de qualidade &lt;br /&gt;(8) val=vale &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; I. Nas cantigas de amor, este sentimento é correspondido; nas cantigas de amigo, o amor é expresso pela saudade. &lt;br /&gt; II. O amor é cantado pelo próprio poeta nas cantigas de amor; nas cantigas de amigo o trovador assume o eu-feminino, a voz da mulher. &lt;br /&gt; III. A coita, o sofrimento amoroso, aparece nas cantigas de amor; nas cantigas de amigo, o eu-lírico está ligado à natureza. &lt;br /&gt; As afirmativas corretas são: &lt;br /&gt; a) I, II e III &lt;br /&gt; b) II e III &lt;br /&gt; c) I e III &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; d) II &lt;br /&gt; e) III &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Leia o fragmento de um texto de D. Dinis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amiga, muit'há grand sazon (há muito tempo) &lt;br /&gt;que se foi d'aqui com el-rei &lt;br /&gt;meu amigo; mais já cuidei &lt;br /&gt;mil vezes no meu coraçon &lt;br /&gt;que algur morreu co pesar,(em alguma parte) &lt;br /&gt;pois non tornou migo falar.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A respeito do fragmento literário acima, podemos dizer que: &lt;br /&gt; I. Trata-se de uma poesia trovadoresca do Período Medieval. &lt;br /&gt; II. É cantiga de amigo, de tradição popular, simples e espontânea. &lt;br /&gt; III. É cantiga de amor, com certos requintes de linguagem. &lt;br /&gt; IV. Nela, o trovador se coloca na posição da amada que anseia pelo regresso do seu amado. &lt;br /&gt; V. Nela, o poeta é servo da mulher amada, idealizando-a como ser inatingível. &lt;br /&gt; O correto está em: &lt;br /&gt; a) I &lt;br /&gt; b) I, II e IV. &lt;br /&gt; c) I, III e V. &lt;br /&gt; d) III e IV. &lt;br /&gt; e) I, II, III, IV e V. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Observe o comentário de Celso Cunha sobre as cantigas de amigo:&lt;br /&gt;“Nada de estranho apresenta enfim, o ato de a namoradinha, acompanhada de amiga, ir encontrar-se com a mãe no mesmo lugar em que estaria o amado. Nem todas as mães são acusadas pelos trovadores de guardarem suas filhas. De algumas se diz até que lhes facilitavam os colóquios com os namorados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do comentário podemos deduzir que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) O comportamento da mãe é tipificado de acordo com a ação da maioria&lt;br /&gt;B) Pode-se identificar claramente três das principais características das cantigas: o diálogo com a mãe e as amigas; o encontro com o amigo e o clima de angústia que antecede esse encontro.&lt;br /&gt;C) O tipo de mãe abordado no trecho é raro nas cantigas e por isso causa estranheza.&lt;br /&gt;D) Não há um comportamento padronizado para as “personagens”, mas flexível, situacional.&lt;br /&gt;E) O sensualismo que permeia o relacionamento é aceito pela estrutura familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. “Ai senhor fremosa, por Deus&lt;br /&gt;e por quam boa vos El fez,&lt;br /&gt;doede-vos agua vez&lt;br /&gt;de mim e destes olhos meus,&lt;br /&gt;que vos viron por mal de si,&lt;br /&gt;quando vos viron, e por mi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, porque vos fez Deus melhor&lt;br /&gt;de quantas fez e mais valer,&lt;br /&gt;querede-vos de mim doer&lt;br /&gt;e destes olhos  meus, senhor,&lt;br /&gt;que vos viron por mal de si,&lt;br /&gt;quando vos viron , e por mi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por que o al1 não é ren2,&lt;br /&gt;senon o bem que vos Deus deu,&lt;br /&gt;qurede-vos doer do meu&lt;br /&gt;mal e dos meus olhos, meu bem,&lt;br /&gt;que vos viron por mal de si,&lt;br /&gt;quando vos viron, e por mi.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a cantiga é correto afirmar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.Trata-se de uma cantiga de amor de mestria&lt;br /&gt;II.A indiferença da amada é enfatizada no questionamento do eu-lírico.&lt;br /&gt;III.Nota-se claramente características como: Teocentrismo, vassalagem amorosa, coita d'amor e conversa entre o eu-lírico e a amada&lt;br /&gt;IV.Existe em todas as estrofes a ligação entre versos feita pelo recurso da ata-fiinda.&lt;br /&gt;V.Uma das comprovações da linguagem paralela é a utilização do leixa-pren.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São corretas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) II, III e IV&lt;br /&gt;B) I e IV&lt;br /&gt;C) III, IV e V&lt;br /&gt;D) II e IV&lt;br /&gt;E) I, II e III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. (Unama – adaptada) Texto A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ai flores, ai flores do verde pinheiro sabe alguma notícia do meu namorado?&lt;br /&gt;   Ai, Deus, onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ai flores, ai flores do verde ramo, sabe notícias do meu amado?&lt;br /&gt;   Ai, Deus, onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cantiga de D. Diniz – adaptação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes no silêncio da noite&lt;br /&gt;eu fico imaginando nós dois ...&lt;br /&gt;Eu fico ali sonhando acordado,&lt;br /&gt;                  Juntando&lt;br /&gt;o antes, o agora e o depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que você me deixa tão solto?&lt;br /&gt;Por que você não cola em mim?&lt;br /&gt;Estou me sentindo muito sozinho!&lt;br /&gt;Por que você me esquece e some?&lt;br /&gt;Fala que me ama,&lt;br /&gt;só que é da boca pra fora ...&lt;br /&gt;Ou você me engana, ou não está madura!&lt;br /&gt;Onde está você agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Peninha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 600 anos separam o texto medieval de D. Diniz da canção da música popular brasileira, do Peninha. No entanto, a respeito deles é correto afirmar que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  I – A base do questionamento do eu nas duas canções é o mesmo: a ausência da pessoa amada.&lt;br /&gt; II – Em ambos, o que se repete, implicitamente, é a aflição e a incerteza sobre a pessoa amada, o     que no texto A se reflete na estrutura paralelística.&lt;br /&gt;III – As duas canções podem ser classificadas tanto como cantiga de amor quanto como cantiga de amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O correto está em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)I, II e III&lt;br /&gt;b)I e II&lt;br /&gt;c)II e III&lt;br /&gt;d)I e III&lt;br /&gt;e)apenas a I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Leia atentamente o texto abaixo, considerando a sua temática e forma:&lt;br /&gt;  Ondas do mar de Vigo,&lt;br /&gt;se vistes meu amigo!&lt;br /&gt;e ai Deus, se verrá cedo! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ondas do mar levado,&lt;br /&gt;se vistes meu amado!&lt;br /&gt;e ai Deus, se verrá cedo! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se vistes meu amigo,&lt;br /&gt;o por que eu sospiro!&lt;br /&gt;e ai Deus, se verrá cedo! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se vistes meu amado,&lt;br /&gt;por que ei gram cuidado!&lt;br /&gt;e ai Deus, se verrá cedo! (Martim Codax)&lt;br /&gt;(In: NUNES, José Joaquim. Can­tigas [...]. Lisboa: Centro do Livro Brasileiro, 1973. v. 2, p. 441.)&lt;br /&gt;Obs.: verrá = virá; ei = tenho; gram = grande.&lt;br /&gt;Acerca do poema, é CORRETO afirmar:&lt;br /&gt;(A)O uso de refrão e o paralelismo justificam a classificação como cantiga de amor.&lt;br /&gt;(B)A referência à natureza é meramente convencional, não expressando intimidade afetiva.&lt;br /&gt;(C)A expressão do sofrimento amoroso — “por que ei gram cuidado!” — está de acordo com os padrões da cantiga de amor. &lt;br /&gt;(D)A enamorada, saudosa, dirige-se às ondas em busca de notícias do amigo que tarda.&lt;br /&gt;(E)    Versos como “se vistes meu amado!” traduzem uma atitude de vassalagem amorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.“Um tipo peculiar de cantigas de amigo é o das paralelísticas, que aliam uma simplicidade de motivos e recursos semânticos ao elaborado arranjo da sua expressão, através de um esquema de repetitividade que enriquece o sentido pelo tom de litania e sugestão encantatória, muitas vezes magoada, perplexa ou interrogativa, que cria”.O trecho que melhor se enquadra na definição acima é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A)   “A dona que eu am'e tenho por Senhor &lt;br /&gt;amostrade-mh-a Deus, se vos en prazer for, &lt;br /&gt; se non dade-mh-a morte.”&lt;br /&gt;(B)    “Ai dona fea! Foste-vos queixar &lt;br /&gt;         Que vos nunca louv'en meu trobar &lt;br /&gt;Mais ora quero fazer un cantar &lt;br /&gt;En que vos loarei toda via”&lt;br /&gt;(C) “Da mià senhor, que eu servi&lt;br /&gt;sempr' e que mais ca mi amei,&lt;br /&gt;veed', amigos, que tort' hei,&lt;br /&gt;que nunca tam gram torto vi”&lt;br /&gt;(D) “esta coita sofr' eu:&lt;br /&gt;por vós, senhor, que eu&lt;br /&gt;vi polo meu gram mal;&lt;br /&gt;e melhor mi será&lt;br /&gt;de morrer por vós já;&lt;br /&gt;e, pois me Deus nom val,&lt;br /&gt;esta coita sofr' eu:&lt;br /&gt;por vós, senhor, que eu”&lt;br /&gt;(E) “Um tal home sei eu, ai bem talhada, &lt;br /&gt;que por vós tem a sa morte chegada; &lt;br /&gt;vedes quem é (e seed' ém nembrada): &lt;br /&gt;eu, mià dona.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.Observe com atenção a cantiga abaixo composta pelo Rei-trovador, D. Diniz.&lt;br /&gt;Um tal home sei eu, ai bem talhada,&lt;br /&gt;que por vós tem a sa morte chegada; &lt;br /&gt;vedes quem é (e seed' ém nembrada): &lt;br /&gt;eu, mià dona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tal home sei [eu] que preto sente &lt;br /&gt;de si [chegad' a] morte certamente; &lt;br /&gt;vedes que[m] é ([e] venha-vos em mente): &lt;br /&gt;eu, mià dona. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um tal home sei [eu], aquest' oíde&lt;br /&gt;que por vós morr', e vó-lo [ém] partide; &lt;br /&gt;vedes que[m] é ([e] nom xe vos obride): &lt;br /&gt;eu, mià dona.&lt;br /&gt;Sobre o texto é correto afirmar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) O paralelismo, conhecido como refrão,  reforça a submissão do eu-lírico à amada, demostrando mais claramente a presença da vassalagem amorosa&lt;br /&gt;(B) A referência a “Um tal Home” mostra que a cantiga se refere a quelquer um amante, já a antecipando os personagens tipo que aparecerão mais tarde na literatura medieval&lt;br /&gt;(C) O Teocentrismo está presente porque a cantiga é uma súplica feita a Deus para que a amada não esqueça o eu-lírico.&lt;br /&gt;(D) Apesar de ser uma cantiga de refrão, não há uma idéia básica que se repete por todo o texto, mostrando que é possível uma variação nas cantigas paralelas&lt;br /&gt;(E) A cantiga quebra um dos princípios da coita amorosa já que o eu-lirico dirige-se diretamente para a amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.Leia a cantiga abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Afonso Sanches) &lt;br /&gt; Dizia la fremosinha: &lt;br /&gt; ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Com’estou d’amor ferida! &lt;br /&gt; ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Dizia la bem talhada &lt;br /&gt; ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Com’estou d’amor coitada! &lt;br /&gt;ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Com’estou d’amor ferida! &lt;br /&gt; ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Nom vem o que bem queria! &lt;br /&gt; ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Com’estou d’amor coitada! &lt;br /&gt; ai, Deus, val! &lt;br /&gt; Nom vem o que muit’amava! &lt;br /&gt; ai, Deus, val!” &lt;br /&gt;Vocabulário &lt;br /&gt;fremosinha: formosinha &lt;br /&gt;ai, Deus, val!: ai, valha-me Deus! &lt;br /&gt;bem talhada: bem feita, elegante, bonita. &lt;br /&gt;coitada: infeliz, cheia de sofrimento amoroso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o texto é correto afirmar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A) O refrão Teocêntrico, reforça o caráter popular das cantigas de amigo&lt;br /&gt;(B) É uma típica cantiga de amigo que demostra a espera triste pelo amado distante&lt;br /&gt;(C) Trata-se de uma cantiga que expressa sentimentos amorosos masculinos, como fica evidente na coita.&lt;br /&gt;(D) A fala da mulher é evidente em todos os versos da cantiga o que faz dela uma cantiga de amigo.&lt;br /&gt;(E) O sofrimento amoroso do eu-lírico é apenas uma estratégia para trazer seu amado que serve ao rei, como demonstra claramente os versos da cantiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.No trecho:&lt;br /&gt;Levad’, amigo, que dormides as manhanas frias,&lt;br /&gt;todalas aves do mundo d’amor diziam.&lt;br /&gt; Leda mi and’eu.&lt;br /&gt;Levad’, amigo, que dormide-las frias manhanas&lt;br /&gt;todalas aves do mundo d’amor cantavam.&lt;br /&gt;Leda m’and’eu.&lt;br /&gt;(A) O elemento coesivo usado entre o quarto e quinto versos comprova a pouca preocupação com a construção poética que tinham os trovadores.&lt;br /&gt;(B) Nos versos, o amigo distante, dorme e sonha com a volta para a amada.&lt;br /&gt;(C) A presença da natureza já demonstra uma influência do bucolismo clássico na produção medieval&lt;br /&gt;(D) O sentimento da coita está presente principalemnte no refrão da cantiga de amigo&lt;br /&gt;(E) O trecho foge do modelo, já que apresenta um eu-lírico contente pela proximidade com o amado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-765068845829156906?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/765068845829156906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=765068845829156906' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/765068845829156906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/765068845829156906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2007/09/dez-questes-sobre-cantigas.html' title='DEZ questões sobre CANTIGAS'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mz_0NorcaeQ/Rtl0Fq-oJiI/AAAAAAAAAAM/oaSOs7N1Zik/s72-c/trovadores.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-116276291325980227</id><published>2006-11-05T17:00:00.000-04:00</published><updated>2006-11-05T17:41:53.296-04:00</updated><title type='text'>MAIS SOBRE O VESTIBULAR.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/vestibular.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/vestibular.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período do Vestibular está cada vez mais próximo, com isso me sinto na obrigação de fazer mais alguns comentários com o intento de ajudar aos leitores tão amados do meu blog ou de, pelo menos, propiciar espaço para reflexões o que com certeza já ajuda. Resolvi então comentar a questão que mais deu problema no vestibular da UNAMA do ano passado, a maioria já conhece, mas ai está ela para matar a saudade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Dizem que em algum lugar, parece que no Brasil, existe um homem feliz”. A frase do poeta russo Vladimir Maiakovski ecoa uma milenar tradição de profecias e presságios que têm como objeto &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um paraíso chamado Brasil&lt;/span&gt;,(GRIFO MEU) seja ele o país descoberto há cinco séculos, seja um lugar imaginário. Resumo da ópera: Jorge Mautner (Geléia Geral/Warner) achou que a coisa dava samba, encomendou a canção. A encomenda dá a emergência que leva à catarse. É ato de fé. Gilberto Gil concordou e assim nasceu, no fim do ano passado, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o samba de exaltação &lt;/span&gt; (GRIFO MEU) “Outros viram”, primeira canção composta pelo baiano desde que virou ministro da Cultura. A canção vai  integrar o próximo disco que, em fase de mixagem, terá, além da voz de Gil, participações do Afro Reggae, de Caetano Veloso e de Preta Gil. Conheça  alguns trechos  da canção “Outros viram”:&lt;br /&gt; (Fragmento do uma reportagem  de Arnaldo Bloch para O Globo, publicada  em 12/05/2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;“O que Walt Whitman viu&lt;br /&gt;Maiakovski viu&lt;br /&gt;Outros viram também&lt;br /&gt;Que a Humanidade vem&lt;br /&gt;Renascer no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Todos disseram amém&lt;br /&gt;A essa luz que surgiu.&lt;br /&gt;Roosevelt que celebrou nossa miscigenação&lt;br /&gt;Até a considerou como sendo a solução&lt;br /&gt;Pro seu próprio país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Rabindranath Tagore também profetizou&lt;br /&gt;Ousou dizer que aqui surgiria o ser do amor&lt;br /&gt;Ser superior, da paixão, da emoção, da canção&lt;br /&gt;Terra do samba, sim, e do eterno perdão&lt;br /&gt;Maiakovski ouviu&lt;br /&gt;A sereia do mar&lt;br /&gt;Lhe falar de um gentil&lt;br /&gt;De um povo mais feliz&lt;br /&gt;Que habita esse lugar&lt;br /&gt;Esta terra do sol&lt;br /&gt;Esta serra do mar esta terra Brasil&lt;br /&gt;Sob este céu de anil&lt;br /&gt;Sob a luz do luar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A respeito do texto lido, a alternativa correta é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)O  comentário de Bloch aponta  para o fato de que a nova canção do compositor  e ministro Gilberto Gil manifesta um certo idealismo renascentista, ao lado do conflito gerado pela necessidade de viver a vida mundana ao mesmo tempo  em que busca a pureza da fé,  seguindo o modelo barroco do também  baiano Gregório de Matos Guerra. &lt;br /&gt;b)Os  versos de Gil : “Rabindranath Tagore também profetizou /Ousou dizer que aqui surgiria o ser do amor/Ser superior, da paixão, da emoção, da canção.” expressam um relacionamento muito semelhante à vassalagem amorosa, uma das características temáticas das cantigas  medievais que fazem parte da poesia trovadoresca. &lt;br /&gt;c)A leitura do texto de Bloch, complementada pelos versos da nova canção de Gil, nos leva a  concluir que, nessa, a linguagem usada,  para exprimir problemas humanos, é produto de um intenso trabalho de elaboração formal, a partir de elementos das mais diversas origens: regionalismos, termos científicos,  em estilo único – características modernistas  semelhantes às  presentes na obra  de Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;d)  Na seguinte passagem do  texto de Bloch: “e assim nasceu, no fim do ano passado, o samba de exaltação”, a expressão grifada sintetiza, na visão do jornalista,  a presença do nacionalismo e do ufanismo românticos que se manifestam, na canção de Gil, pela  exaltação da natureza pátria, pelo retorno à parte de um passado histórico e pela  valorização da gente brasileira.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a dificuldade adveio do tamanho da questão ou da necessidade de fazer a relação interpretativa de dois textos, possivelmente das duas coisas. Na verdade a resposta da questão está toda no texto UM, o samba de Gil propriamente dito apenas ressalta as características já expostas no um. Achei por bem grifar dois momentos que elucidam a relação do texto com os períodos literários: UM PARAÍSO CHAMADO BRASIL - no qual você pode perceber duas referências: 1. a religião, levantada pela palavra paraíso 2. A Pátria, pela citação do país. Com a leitura que continua é DESCARTADA a idéia religiosa. Fica-se então com a referência a PÁTRIA, típica da ESCOLA ROMÂNTICA, que por sinal já tinha sido o assunto das duas questões anteriores da prova,( muitos sinais não é mesmo?, e você como "o profeta" deve ter visto"); A relação com o romantismo fica ainda mais evidente quando o autor cita o SAMBA EXALTAÇÃO, prática comum dos românticos da primeira geração, como o autor da tão conhecida CANÇÃO DO EXÍLIO, Gonçalves Dias.SABENDO disso você partiria decidido para as alternativas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Aponta para o lado religioso: barroco, que descartamos, ao perceber que paraíso tem uma relação clara com a PÀTRIA e não com lado celestial, católico.&lt;br /&gt;B - PARA que houvesse vassalagem, o ser do amor deveria se RELACIONAR e não apenas surgir, além é claro das outras evidências, que afastam a questão do medievalismo.&lt;br /&gt;C- Só a referência a catarse = processo de expurgo das emoções, criado por Sócrates, mostra que a elaboração formal é o que menos interessa, lembre-se que estamos nom romantismo, não que não haja preocupação com a forma, mas o mais importante é liberar/expressar a emoção.&lt;br /&gt;D- Resta-nos então a letra D como ALTERNATIVA CORRETA, cita os princípios românticos, do nacionalismo e do ufanismo que é exatamente o deslumbramento que leva à exaltação, marcarias essa e já caminharias mais um pouco para comemorar, espaço no blog é que falta para tuas catarses festivas. BOA SORTE, e espero ajudar sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-116276291325980227?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/116276291325980227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=116276291325980227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/116276291325980227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/116276291325980227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/11/mais-sobre-o-vestibular.html' title='MAIS SOBRE O VESTIBULAR.'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-116043809351234067</id><published>2006-10-09T19:14:00.000-04:00</published><updated>2006-10-09T19:54:53.523-04:00</updated><title type='text'>O Demônio da Influência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/a.rosini_589065_vetrograndeInsilenzionelblusito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/a.rosini_589065_vetrograndeInsilenzionelblusito.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este é mais um poema do "ARRABALDES DA LOUCURA", livro antigo, guardado, de vez em quanto ele me volta, recorrente, acho que é preciso fechar essa Gestalt. Nessa época lia mais Quintana do que leio hoje e acho até que Harold Bloom em seu "o Demônio da influência", explicaria esse poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O DIA DO SILÊNCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu que tão limpa, exata&lt;br /&gt;e necessariamente ries agora,&lt;br /&gt;não o faças como um terremoto inundando os ouvidos, &lt;br /&gt;antes vibre em ti&lt;br /&gt;As porções interiores,&lt;br /&gt;os mares escondidos,&lt;br /&gt;as salas de horrores,&lt;br /&gt;pois é tanto o silêncio necessário para as gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça! Os amores nascendo...&lt;br /&gt;Sinfonia de tintas na boca do escuro,&lt;br /&gt;som puro e imperceptível urbanamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Os barulhos da gente devem ser tão pra dentro,&lt;br /&gt;como o vento,&lt;br /&gt;como o vento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim espeto palavras na página&lt;br /&gt;                      na cama,&lt;br /&gt;                      na noite:&lt;br /&gt;Um colecionador de sons visíveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-116043809351234067?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/116043809351234067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=116043809351234067' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/116043809351234067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/116043809351234067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/10/o-demnio-da-influncia.html' title='O Demônio da Influência'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-116042414628707804</id><published>2006-10-09T15:02:00.002-04:00</published><updated>2006-10-09T16:02:26.313-04:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS DO VESTIBA...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/Boca1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/Boca1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; O momento é mais um daqueles de final de semestre na universidade e de aproximação dos vestibulares em que o trabalho se multiplica, mas na boa. O volume de postagens diminuiu e esta é fruto de uma preocupação objetiva com os alunos do vestibular. Estou comentando e aceitando ( com todo o prazer) cometários sobre a questão mais errada da minha última avaliação de literatura, objetiva, nos moldes da maioria das universidades. VAMOS para a questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;TEXTO 1&lt;br /&gt;Liberdade, onde estás? quem te demora?&lt;br /&gt;Quem faz que o teu influxo em nós não caia?&lt;br /&gt;Por que (triste de mim) por que não raia&lt;br /&gt;Já na esfera de Lísia a tua aurora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEXTO 2&lt;br /&gt;Ó trevas, que enlutais a Natureza,&lt;br /&gt;Longos ciprestes desta selva anosa,&lt;br /&gt;Mochos de voz sinistra e lamentosa,&lt;br /&gt;Que dissolveis dos fados a incerteza&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos acima foram escritos pelo poeta Manuel Maria du Bocage, sobre eles e seu autor é correto afirmar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) Os dois textos pertencem ao mesmo momento da produção de Bocage, ou seja, são textos com traços pré-românticos&lt;br /&gt;B) No texto 2 percebe-se, apesar da atmosfera noturna, traços do bucolismo ameno, muito utilizado pelo autor&lt;br /&gt;C) O que uniformiza a temática dos textos é a vontade do eu-lírico em quebrar com os valores tradicionais e conseguir sua libertação&lt;br /&gt;D) A conversa com seres inanimados como a Liberdade e as Trevas, mostram a subjetividade típica do pré-romantismo de Bocage&lt;br /&gt;E) pela atmosfera do texto 2, os fados, agora certos, são possivelmente de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É comum nas questões relativas a BOCAGE que se cobre o conhecimento do(a) candidato(a) sobre a oscilação entre os poemas em em que o Arcadismo se apresenta "puro" e nos que o romantismo já demostre sua influência na forma pessoal de composição, ou seja, a primeira atitude a tomar é verificar a que momento: ÁRCADE ou PRÉ-ROMÂNTICO pertence o texto do ELMANO. Um dos recursos mais comuns é verificar um vocabulário que denote tristeza, o que indicaria uma inclinação pré-romântica e deve ter sido essa possibilidade que induziu ao erro, pois a questão pede uma pouco mais de habilidade: que você reconheça um dos temas ÁRCADES de BOCAGE (e outros autores) sob influência da revolução francesa - A TEMÁTICA DA LIBERDADE, o que mostra a influência do Iluminismo dentro da nova arcádia, sabendo disso ,fica fácil ver que o texto 1 é árcade e o 2 pré-romântico pelo vocabulário "entristecido": trevas, sinistra, lamentosa e atmosfera noturna, onde não há lugar ameno. Com esses detalhes  eliminaríamos as opções A, já que os textos não são do mesmo momento; B, pois não há bucolismo AMENO no texto 2; C, já que os textos pertencem a momentos diferentes e não são uniformes; e D, pois apesar da conversa existir, a subjetividade pré-romântica não aparece no texto 1. O que nos deixa a resposta certa: LETRA E. Boa sorte e qualquer dúvida, correção, colaboração será bem recebida. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-116042414628707804?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/116042414628707804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=116042414628707804' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/116042414628707804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/116042414628707804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/10/comentrios-do-vestiba_116042414628707804.html' title='COMENTÁRIOS DO VESTIBA...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115733096492845517</id><published>2006-09-03T19:46:00.000-04:00</published><updated>2006-09-03T20:49:24.953-04:00</updated><title type='text'>E NOS PONTOS DE ÔNIBUS...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/DSC_0002pontodeonibusfotosheylaleal1-07-04.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/DSC_0002pontodeonibusfotosheylaleal1-07-04.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que o ponto de ônibus que mais usei em Salvador foi o do largo do dois de julho, indo para o Campus da Graça. Em muitas dessas vezes, umas dessas maravilhosas loucas que perambulam pelas ruas ( não estou aqui falando do descaso social que não tem nada de maravilhoso e nem desconsiderando a barra que é perambular sem ter o que comer, por exemplo) ficava recitando sua história fragmentada, belo discurso modernista, ou sugestão simbólica. O fato é que em muitos dias o bonde demorava tanto que escutei alguns fragmentos, preenchi outros, e imaginei vários e surgiu o poema que estou postando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DORES DE AMORES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Georgina, negra robusta,&lt;br /&gt;conta a tua história que a mim muito custa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Do dia em que a vida&lt;br /&gt;te colheu do berço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com terços e velas&lt;br /&gt;sem leite ou apego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das velhas ladeiras tortuosas,&lt;br /&gt;com trouxas de sonho e roupas na cabeça,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os cantos escuros, nos braços mulatos&lt;br /&gt;o corpo um braseiro - os dentes cerrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dia de quermesse,&lt;br /&gt;Germano tão lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São olhos e bocas,&lt;br /&gt;as mãos em um baile,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germano tão lindo!&lt;br /&gt;me valha minha santa, me valha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas são as palavras,&lt;br /&gt;bichos indefesos longe da redoma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;barriga que cresce&lt;br /&gt;a casa que muda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a mesma fome,&lt;br /&gt;o amor na sacola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germano tão lindo!&lt;br /&gt;por ele me acabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que esses amigos&lt;br /&gt;(que não me interessam) me bolem, me bolem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma fome&lt;br /&gt;e a criança retorna pro escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São meses de choro,&lt;br /&gt;e o corpo um braseiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germano tão lindo!&lt;br /&gt;mulher só pra ele,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas esses amigos&lt;br /&gt;me sujam, me sujam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, meu homem&lt;br /&gt;em mim não acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o corpo um braseiro &lt;br /&gt;que vira braseiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esses amigos,&lt;br /&gt;se riem, se riem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germano tão lindo!&lt;br /&gt;agora é do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudem minha gente,&lt;br /&gt;dinheiro pro café!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que já os meus braços&lt;br /&gt;são brancos como os cabelos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germano tão lindo!&lt;br /&gt;mulher só pra ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pontos de ônibus&lt;br /&gt;da praça da piedade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dinheiro pro café!&lt;br /&gt;que os olhos são brancos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e esses amigos,&lt;br /&gt;já dormem, já dormem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germano canalha,&lt;br /&gt;tão lindo, tão lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A negra tão limpa,&lt;br /&gt;tão louca, tão louca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher só pra ele&lt;br /&gt;e o corpo um braseiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão lindo, tão louca&lt;br /&gt;agora é do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115733096492845517?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115733096492845517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115733096492845517' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115733096492845517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115733096492845517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/09/e-nos-pontos-de-nibus.html' title='E NOS PONTOS DE ÔNIBUS...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115696464654656633</id><published>2006-08-30T14:54:00.000-04:00</published><updated>2006-08-30T21:22:42.033-04:00</updated><title type='text'>ES- VERDE -ANDO O "BAIRRO"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/cesario2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/cesario2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ATENDENDO AOS PEDIDOS DE ALUNOS que sempre serão muito bem -vindos, ai está o "direto-poético" de CESÁRIO VERDE em seu BAIRRO MODERNO, não custa repetir que é apenas uma visão, que sempre pode ser enriquecida por comentários e lembrar que a cidade enquanto temática é uma tendência que se mostrará muito mais clara em BAUDELAIRE, por exemplo.&lt;br /&gt;N'UM BAIRRO MODERNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A Manuel Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez horas da manhã; os transparentes&lt;br /&gt;Matizam uma casa apalaçada;&lt;br /&gt;Pelos jardins estancam-se os nascentes,&lt;br /&gt;E fere a vista, com brancuras quentes,&lt;br /&gt;A larga rua macadamizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Inicia-se o poema com uma das principais características da poética de Cesário: a descrição visual, positivista e responsável pelo seu apelido de POETA -PINTOR: Os vidros da casa, os jardins, com grande uso das cores que formam a impressão. Observe também o espaço urbano que vai continuar a ser descrito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rez-de-chaussée repousam sossegados,&lt;br /&gt;Abriram-se, n'alguns, as persianas,&lt;br /&gt;E d'um ou d'outro, em quartos estucados,&lt;br /&gt;Ou entre a rama dos papéis pintados,&lt;br /&gt;Reluzem, n'um almoço, as porcelanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é saudavel ter o seu aconchego,&lt;br /&gt;E a sua vida fácil! Eu descia,&lt;br /&gt;Sem muita pressa, para o meu emprego,&lt;br /&gt;Aonde agora quase sempre chego&lt;br /&gt;Com as tonturas d'uma apoplexia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A descrição visual da casa burguesa continua: os quartos cheios, os papéis, as porcelanas prontas para o almoço e o fechamento que fala da vida fácil, confortável em oposição ao poeta  que se dirige ao emprego e já acometido dos males da tuberculose , como por exemplo a apoplexia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E rota, pequenina, azamafada,&lt;br /&gt;Notei de costas uma rapariga,&lt;br /&gt;Que no xadrez marmóreo d'uma escada,&lt;br /&gt;Como um retalho de horta aglomerada,&lt;br /&gt;Pousara, ajoelhando, a sua giga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, apesar do sol, examinei-a:&lt;br /&gt;Pos-se de pé: ressoam-lhe os tamancos;&lt;br /&gt;E abre-se-lhe o algodão azul da meia,&lt;br /&gt;Se ela se curva, esguedelhada, feia,&lt;br /&gt;E pendurando os seus bracinhos brancos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Algumas características importantes além da descrição devem ser notadas nessas duas estrofes seguintes quando o eu-lírico que OBSERVA O DETALHE, vê a ambulante um exemplo claro de uma das formas de ver a mulher da cidade que tem o poeta: trabalhadora, admirável, mas feia, pobre, por vezes doente, capaz de um esforço sobre-humano. A atitude científica de EXAMINAR também deve ser observada, o que se vê é ocontrário da idealização romântica, seria a percepção do real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do patamar responde-lhe um criado:&lt;br /&gt;«Se te convém, despacha; não converses.&lt;br /&gt;Eu não dou mais.» E muito descançado,&lt;br /&gt;Atira um cobre livido, oxidado,&lt;br /&gt;Que vem bater nas faces d' uns alperces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OBSERVE a relação entre as classes, apesar do enfocado ser um criado, ele representa o modo de pensar do patrão que trata com objetiva indiferença. A partir da estrofe seguinte teremos a transformação póetica, que é feita através da imaginação, mas seu processo é revelado o que mostra a tentativa de objetividade do eu-lírico, que deixa claro tratar-se de um momento devaneante com a frase :QUE VISÃO DE ARTISTA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Subitamente,--que visão de artista!--&lt;br /&gt;Se eu transformasse os simples vegetais,&lt;br /&gt;Á luz do sol, o intenso colorista,&lt;br /&gt;N'um ser humano que se mova e exista&lt;br /&gt;Cheio de belas proporções carnais?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boiam aromas, fumos de cozinha;&lt;br /&gt;Com o cabaz às costas, e vergando,&lt;br /&gt;Sobem padeiros, claros de farinha;&lt;br /&gt;E às portas, uma ou outra campainha&lt;br /&gt;Toca, frenética, de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PERCEBA que a descrição continua, sempre chei de cores e luz; a noção de criação ligada a BELEZA, os trabalhadores ligados ao esforço físico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu recompunha, por anatomia,&lt;br /&gt;Um novo corpo orgânico, aos bocados.&lt;br /&gt;Achava os tons e as formas. Descobria&lt;br /&gt;Uma cabeça n'uma melancia,&lt;br /&gt;E n'uns repolhos seios injetados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As azeitonas, que nos dão o azeite,&lt;br /&gt;Negras e unidas, entre verdes folhos,&lt;br /&gt;São tranças d'um cabelo que se ajeite;&lt;br /&gt;E os nabos--ossos nus, da cor do leite,&lt;br /&gt;E os cachos d'uvas--os rosários d'olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há colos, ombros, bocas, um semblante&lt;br /&gt;Nas posições de certos frutos. E entre&lt;br /&gt;As hortaliças, túmido, fragrante,&lt;br /&gt;Como d'alguém que tudo aquilo jante,&lt;br /&gt;Surge um melão, que me lembrou um ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como um feto, enfim, que se dilate,&lt;br /&gt;Vi nos legumes carnes tentadoras,&lt;br /&gt;Sangue na jinja vívida, escarlate,&lt;br /&gt;Bons corações pulsando no tomate&lt;br /&gt;E dedos hirtos, rubros, nas cenouras.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A descrição é bem detalhada e sensorial – tudo chega ao poeta através da visão , do olfato. Um traço sensualista é impossível de ser negado, os túmidos, o ventre, os seios..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol dourava o céu. E a regateira,&lt;br /&gt;Como vendera a sua fresca alface&lt;br /&gt;E dera o ramo de hortelã que cheira,&lt;br /&gt;Voltando-se, gritou-me prazenteira:&lt;br /&gt;«Não passa mais ninguem!... Se me ajudasse?!...»&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A admiração do eu-lírico pela classe trabalhadora, na qual se inclui é patente, mas considera natural seu esforço, determinado pelo meio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acerquei-me d'ela, sem desprezo;&lt;br /&gt;E, pelas duas asas a quebrar,&lt;br /&gt;Nós levantamos todo aquele peso&lt;br /&gt;Que ao chão de pedra resistia preso,&lt;br /&gt;Com um enorme esforço muscular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Muito obrigada! Deus lhe dê saúde!»&lt;br /&gt;E recebi, naquela despedida,&lt;br /&gt;As forças, a alegria, a plenitude,&lt;br /&gt;Que brotam d'um excesso de virtude&lt;br /&gt;Ou d'uma digestão desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOVAMENTE a admiração que nos permite dizer que a ambulante, a vendeira aparece antiteticamente exposta: feia, mal vestida, mas cercada de uma luz de virtude, alegria, força. Quase a mesma ingenuidade que Cesário só acha possível na mulher do campo que marca a sua infância.A partir da próxima estrofe o poema encaminha-se para o fim, é um novo movimento que surge.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto sigo para o lado oposto,&lt;br /&gt;E ao longe rodam umas carruagens,&lt;br /&gt;A pobre afasta-se, ao calor de agosto,&lt;br /&gt;Descolorida nas maçãs do rosto,&lt;br /&gt;E sem quadris na saia de ramagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequerrucho rega a trepadeira&lt;br /&gt;D'uma janela azul; e, com o ralo&lt;br /&gt;Do regador, parece que joeira&lt;br /&gt;Ou que borrifa estrelas; e a poeira&lt;br /&gt;Que eleva nuvens alvas a incensá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam do gigo emanações sadias,&lt;br /&gt;Ouço um canário--que infantil chilrada!--&lt;br /&gt;Lidam ménages entre as gelosias,&lt;br /&gt;E o sol estende, pelas frontarias,&lt;br /&gt;Seus raios de laranja destilada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A VIDA volta ao “normal”, depois da “visão de artista”: o eu-lírico segue para o trabalho, descrevendo visualmente o ambiente (como é comum); O detalhe prosaico volta a fazer parte do poema – Uma criança brinca regando a planta. É exatamente a ocorrência desses detalhes prosaicos que fazem de Cesário um poeta que retrata o COTIDIANO da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pitoresca e audaz, na sua chita,&lt;br /&gt;O peito erguido, os pulsos nas ilhargas,&lt;br /&gt;D'uma desgraça alegre que me incita,&lt;br /&gt;Ela apregôa, magra, enfezadita,&lt;br /&gt;As suas couves repolhudas, largas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como as grossas pernas d'um gigante,&lt;br /&gt;Sem tronco, mas atléticas, inteiras,&lt;br /&gt;Carregam sobre a pobre caminhante,&lt;br /&gt;Sobre a verdura rústica, abundante,&lt;br /&gt;Duas frugais abóboras carneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A luz que cerca a trabalhadora reforça visão antitética: audaz x de chita; o peito erguido x desgraça (alegre, mas desgraça). O fecho abusurdamente objetivo e real quebra qualquer possível visão  idealizada de uma pobre sofredora, NÃO é o que ocorre, temos uma cena, uma visão de câmera que se perde na paisagem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115696464654656633?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115696464654656633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115696464654656633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115696464654656633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115696464654656633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/es-verde-ando-o-bairro.html' title='ES- VERDE -ANDO O &quot;BAIRRO&quot;'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115682015036309684</id><published>2006-08-28T22:18:00.000-04:00</published><updated>2006-08-28T22:55:50.376-04:00</updated><title type='text'>ANTES DO CESÁRIO...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/LA%20-%20Labirinti-Labirinto-cm80x60-acryl%20sur%20toile-Villeneuve%202002.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/LA%20-%20Labirinti-Labirinto-cm80x60-acryl%20sur%20toile-Villeneuve%202002.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu prometi, eu e minhas promessas, pra galera do segundo ano que iria postar e comentar um dos principais poemas de &lt;strong&gt;Cesário Verde&lt;/strong&gt;, e sua mais destacada característica do cotidiano, acho que amanhã sai, mas aproveito pra colocar um poema meu que também apresenta essa base real, uma noite real, palavras recriadas, gosto dele, mas sempre bate a sensação, ou a situação que fixa a imagem como diz &lt;em&gt;Alfredo BOSI &lt;/em&gt;em seu &lt;strong&gt;O SER E O TEMPO NA POESIA&lt;/strong&gt;, chega de teoria, vamos ao &lt;strong&gt;LABIRINTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olhe,&lt;br /&gt;(eu olho fundo em teus&lt;br /&gt;olhos e percebo-o um túnel)&lt;br /&gt;o importante mesmo é&lt;br /&gt;conservar a porta aberta,&lt;br /&gt;-Mas assim você está deixando&lt;br /&gt;tudo para eu resolver&lt;br /&gt;(eu vejo o túnel, ficando pequeno&lt;br /&gt;quase me sufocando)&lt;br /&gt;-Não é bem assim...&lt;br /&gt;-Claro que é, eu que fique&lt;br /&gt;e me vire&lt;br /&gt;_ eu não queria ir&lt;br /&gt;_ então não vá,&lt;br /&gt;-Mas é preciso,&lt;br /&gt;- O que você quer que eu faça?&lt;br /&gt;(Pensei em dizer: venha comigo!Mas&lt;br /&gt;não existe mais túnel, não tenho&lt;br /&gt;certeza se estou só)&lt;br /&gt;-Que não mate as possibilidades.&lt;br /&gt;-Mas se você for não há possibilidades &lt;br /&gt;pra matar.&lt;br /&gt;-Você tá sendo trágica.&lt;br /&gt;-E você simplificando demais os termos.&lt;br /&gt;-É só uma questão de tempo...&lt;br /&gt;-E sentimento, e sol, e gente, é tudo...&lt;br /&gt;(meus argumentos estão acabando,&lt;br /&gt;não tenho certeza se o que proponho&lt;br /&gt;é o certo, aliás não tenho mais certeza&lt;br /&gt;de nada)&lt;br /&gt;-Talvez esteja pedindo muito a você...&lt;br /&gt;(abrem-se então todos os túneis, não as saídas,&lt;br /&gt;eles crescem, tornam-se absolutos)&lt;br /&gt;.....................................................&lt;br /&gt;E vem o silêncio, imenso&lt;br /&gt;necessário. E eu sinto frio,&lt;br /&gt;E pego o ônibus,&lt;br /&gt;E lavarei meu rosto de madrugada.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115682015036309684?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115682015036309684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115682015036309684' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115682015036309684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115682015036309684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/antes-do-cesrio.html' title='ANTES DO CESÁRIO...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115646143692547083</id><published>2006-08-24T18:57:00.000-04:00</published><updated>2006-08-24T19:17:16.936-04:00</updated><title type='text'>LEMBRANÇAS DA BAHIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/DSC00480mabaete.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/DSC00480mabaete.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Havia um tempo em que eu me perdia das aulas e passava horas em bibliotecas, na sete de setembro, perto do Sulacap, escrevendo e lendo, antes de ir andar na lagoa do abaeté, mesmo longe. Achei alguns desses escritos, são fragmentos de narrativas, nunca completadas, na verdade, é mais um MOTE ou simples anotações que nunca  viraram poemas, ou que  sabe já são e eu nem percebi. ai estão alguns desses trechos - os que cabiam em uma página -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRECHO I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O país foi tomados por seitas indianas e foi decretado o dia de jejum e silêncio absolutos - garantido a custa de repressão - Uma pessoa totalmente desorientada perambula pelas ruas, tenta desesperadamente (sem saber direito porque) um forma de romper esta ordem, mas percebe ( a princípio) que está só...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRECHO II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;UM ex-pracinha, suas lembranças, seus medos ao ver seus companheiros diminuirem a cada ano e não conseguirem mais participar do que considera o auge de sua vida: o 7 de setembro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRECHO III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A areia da praia já se confundia com seus cabelos e o meu nome era doce em sua boca. Todos olhavam e ouviam suas declarações, e eu - o alvo  perfeito - sem saber o que fazer, apenas tentava cantar pela boca do violão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRECHO IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;UM grafitti persegue o homem, por toda a parte, em diversas situações. Com o tempo ele começa a pichar todas as paredes com a inscrição que lhe persegue (no fundo desenrola-se a história)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRECHO V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A mancha do caju só sai das roupas quando termina a sua safra.Vai apagando aos poucos feito paixão terminada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRECHO VI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aquele homem sempre dorme na biblioteca. Ontem do ângulo que olhei, pareceu-me que estava concentrado na leitura, talvez fuja do trabalho e vá sonhar um pouco, publicamente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115646143692547083?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115646143692547083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115646143692547083' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115646143692547083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115646143692547083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/lembranas-da-bahia.html' title='LEMBRANÇAS DA BAHIA'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115628796221622388</id><published>2006-08-22T18:29:00.000-04:00</published><updated>2006-08-22T19:06:02.266-04:00</updated><title type='text'>...E A PROMESSA DO CADEIRA!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/Saramago%201.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/Saramago%201.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que quase sempre cumpro minhas promessas, aí está o comentário do CADEIRA,é apenas um dos possíveis e obviamente não substitui a leitura do conto, o objetivo é ajudar, qualquer dúvida, comente, a colaboração de amigos é sempre um prazer. Apesar da tentação, é melhor ler de pé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CADEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O conto CADEIRA de José Saramago é o que abre seu livro Objecto Quase, conta – guardando-se as devidas proporções de uma ficção e sua trama alegórica – a queda acidental do ditador Salazar de uma cadeira,  fato ocorrido em 1968 e que foi (devido a impossibilidades cerebrais causadas pelo baque)  a responsável pela Queda dele do governo e posterior morte em 1970.&lt;br /&gt; A narrativa contém várias citações históricas e profundamente irônicas que mostram a posição do narrador quanto a ditadura, parece óbvia a importância de saber que Portugal também passou por uma experiência de governo ditadorial. Ela ocorreu em 1928, quando Salazar foi convidado para organizar as finanças de República Portuguesa instalada em 1910. Salazar desenvolveu uma política apoiada no exército e na Igreja, e tinha por princípio defender "a civilização cristã" dos males da época: comunismo, internacionalismo, socialismo, etc. &lt;br /&gt;A organização do Estado Novo, em 1933, seguiu as tendências fascistas: defendia o corporativismo, combatia a democracia e a atividade parlamentar. &lt;br /&gt; O trabalho com a linguagem – que faz do conto uma verdadeira discussão da pluralidade da significação; a alegoria e a visão focal do narrador que convida o leitor a participar do momento exato da queda devem ser considerados na leitura.&lt;br /&gt; O foco inicial é a CADEIRA, seu desabamento, sua madeira acessível ao inseto que a deteriorou por gerações, a perfeição de sua queda que acaba causando a QUEDA da ditadura, ou seja, a influência do objeto nos destinos humanos, mais especificamente nos destinos de Portugal. O que faz com  que consideremos a faceta histórica do conto.&lt;br /&gt; A linguagem, com traços barrocos, usada por Saramago permite-se o Ludismo, as digressões quanto as sinonímias e outros recursos de estilo, que não fazem a história “andar”, mas embelezam a sua construção, tudo partindo da significação de desabamento:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A cadeira começou a cair, a ir abaixo, a tombar, mas não, no rigor do termo, a desabar. Em sentido estrito, desabar significa caírem as abas. Ora, de uma cadeira não se dirá que tem abas, e se as tiver, por exemplo, uns apoios laterais para os braços, dir-se-á que estão caindo os braços da cadeira e não que desabam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Ainda na brincadeira do estilo o narrador aproveita para mostrar sua rejeição, que vai ser amplamente destacada, ao velho ditador:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desabe, sim, quem nesta cadeira se sentou, ou já não sentado está, mas caíndo, como é o caso, e o estilo aproveitará da variedade das palavras, que afinal, nunca dizem o mesmo, por mais que se queira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Logo depois discute o tipo de  madeira que  teria servido para confeccionar o objeto, aproveitando para criticar a dizimação expansionista, uma das bandeiras da ditadura de Salazar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Qualquer árvore poderá ter servido, excepto o pinho por ter esgotado as virtudes nas naus da Índia e ser hoje ordinário, a cerejeira por empenar facilmente (...) Seja pois o mogno e não se fale mais no assunto. A não ser para acrescentar quanto é agradável e repousante, depois de bem sentados...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em um segundo momento, bastante destacado, será a vez de mostrar o gênero do coleóptero que por gerações irá deteriorando a cadeira e porque não o trono, ou ainda,a  ditadura. O narrador fará várias associações dele com heróis do povo, coincidentemente, mas nada é coincidência, heróis do oeste americano, como por exemplo Buck Jones. Mas a principal associação é com o “nobre povo luso”, citado até no hino do país:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em algum lugar foi, se é consentida esta tautologia. Em algum lugar foi que o coleóptero, pertencesse ele ao gênero Hilotrupes ou Anobium ou outro (nenhum entomologista fez peritagem e identificação), se introduziu naquela ou noutra qualquer parte da cadeira, de qual parte depois viajou, roendo, comendo e evacuando, abrindo galerias ao longo dos veios mais macios, até ao sítio ideal de fractura, quantos anos depois não se sabe, ficando porém acautelado, considerando a brevidade da vida dos coleópteros, que muitas terão sido as gerações que se alimentaram deste mogno até o dia da glória, nobre povo, nação valente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; O caminho do Anobium nos veios da madeira é comparado, por isso a importância de saber que é uma representação, uma alegoria, a construção das pirâmides como túmulos dos faráos, parece, portanto pertinente, que você veja, a alusão a morte, ao fim da ditadura e a irônia com que o narrador trata o ditador que se acha um rei.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não estranhemos portanto que esta pirâmide chamada cadeira recuse uma vez e outras vezes o seu destino funerário e pelo contrário todo o tempo da sua queda venha a ser uma forma de despedida..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  A ironia do narrador também se manifesta quando usa os principios ditatorais de Salazar como  a religião e a neutralidade nos conflitos para se eximir de culpa de saber da queda e não fazer nada para evitá-la:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Enquanto vemos a cadeira cair, seria impossível não estarmos nós recebendo esta graça, pois espectadores da queda nada fazemos nem vamos fazer para a deter e assistimos juntos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Depois de todas as associações do Anobium com heróis populares que derrotam os bandidos e se aconchegam nos braços da amada, inicia-se o momento da queda, detalhadamente descrito, quadro a quadro, com direito a parada para reflexões, observe também o tratamento irônico dado ao ditador:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Também agora se sentou este homem velho que primeiro saiu de uma sala e a travessou outra, depois seguiu por um corredor que poderia ser a coxia do cinema, mas não é, é uma dependência da casa, não diremos sua, mas apenas a casa em que vive, ou está vivendo, toda ela portanto não sua, mas sua dependência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Mais um pouco do quadro a quadro, sempre irônico apontando os erros do governante:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vê-a de longe o velho que se aproxima e cada vez mais de perto a vê, se é que a vê (...) e esse é que é o seu erro, sempre o foi, não reparar nas cadeiras em que se senta por supor que todas são de poder (...) O velho pensa que irá descansar digamos meia hora (...) que certamente não terá paciência de ler os papéis que traz na mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Mais detalhes e o comportamento de neutralidade do narrador que é estimulado para que seja também do leitor:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ainda não se recostou. O seu peso, mais um grama menos um grama (...) mais vai mexer-se, mexeu-se, recostou-se no espaldar, pendeu mesmo um quase nada para o lado frágil da cadeira. E ela parte-se (...) podemos até exercitar o sadismo de que, como o médico e o louco,temos felizmente um pouco, de uma forma, digamos já, passiva, só de quem vê e não conhece ou in limine rejeita obrigações sequer só humanitárias de acudir. A este velho não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  O trecho a seguir mostra uma comparação em que fica muito clara a postura de rejeição do narrador em relação a ditadura e seu efetivador:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deixemos porém este pó que não é sequer enxofre, e que bem ajudaria o cenário se o fosse, ardendo com aquela chama azulada e soltando aquele seu malcheiroso ácido sulfuroso(...) Seria uma ótima maneira de o inferno aparecer assi como tal, enquanto a cadeira de belzebu se parte e cai para  trás arrastando consigo satanás, asmodeu e legião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; A queda se consuma e teremos então os comentários sobre a ajuda que virá, mas principalmente a comemoração de um desejo realizado:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cai, velho, cai. Repara que neste momento tens os pés mais altos do que a cabeça (...)A cabeça como estava previsto e cumpre as leis da física, bateu e ressaltou um pouco, digamos, uma vez que estamos perto e outras meditações tínhamos acabado de fazer, dois centímetros para cima e para o lado. Daqui para a diante, a  cadeira já não importa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As comparações com a história de Portugal continuam: a morte do Conde de Andeiro e Leonor Teles assumindo como rainha, será essa a reação da esposa? Na história real, Salazar não morre, mas fica   incapacitado a ponto de nos dois anos que lhe restarão de vida acreditar ainda estar no poder. O narrador continua a usar um recurso que mostra sua onisciência e onipresença, ele está lá e o leitor na “esteira”, tem o domínio até do tempo um dos elementos da história.&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Este velho não está morto. Desmaiou apenas, e nós podemos sentar-nos no chão, de pernas cruzadas, sem nenhuma pressa, porque um segundo é um século, e antes que aí cheguem os médicos e os maqueiros, e as hienas de calça de lista, chorando, uma eternidade se passará.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; O corte é pequeno, quase imperceptível, mas houve ruptura nos vasos interiores, a morte  já pode entrar como outro coleóptero a consumar a queda:&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma ligeiríssima equimose, como de unha impaciente, que a raiz do cabelo  quase esconde, não parece que por aqui a morte possa entrar. Em verdade, já lá está dentro. Que é isto? Iremos nós apiedar-nos do inimigo vencido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; A ajuda chega, a fisiologia do baque é descrita, o narrador assume uma posição imparcial ou pelo menos indiferente ao terminar o conto, mas o tempo que virá é o novo e não apenas uma referência ao clima.&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Já se ouvem passos no corredor(...) Sobre outra superfície, a do córtice, acumula-se o sangue derramado pelos vasos que a pancada seccionou naquele ponto preciso da queda(...) É lá que nesse momento se encontra o Anobium, preparado para o segundo turno(...) Vamos até a janela. Que me diz a este mês de Setembro? Há muito tempo que não tínhamos um tempo assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115628796221622388?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115628796221622388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115628796221622388' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115628796221622388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115628796221622388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/e-promessa-do-cadeira.html' title='...E A PROMESSA DO CADEIRA!'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115612607283127278</id><published>2006-08-20T21:44:00.000-04:00</published><updated>2006-08-20T22:13:15.710-04:00</updated><title type='text'>ESPERANDO CADEIRA...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/ibi8.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/ibi8.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentário de &lt;strong&gt;CADEIRA do Saramago &lt;/strong&gt;tá no forno, logo sai, como me pediram, enquanto não podemos "sentar" ou desabar, como diz o narrador, vou postar um poema feito em SAMPA, mas que ganhou recentemente nova significação. O bom da poesia, o que Jauss chama de recepção, a atualização de seu significado, ou melhor ainda, novas pessoas que fazem ter sentido o que já se disse, não é um eco, é um novo grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As noites têm sido frias&lt;br /&gt;e tenho precisado de tua lembrança&lt;br /&gt;para me aquecer.&lt;br /&gt;Não tenho podido tomar banho nos lagos,&lt;br /&gt;e o amor é agora aquele olho vago&lt;br /&gt;A doer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é engraçado?&lt;br /&gt;Antigamente o teu amor&lt;br /&gt;era algo tão pesado,&lt;br /&gt;Que eu o via no ar&lt;br /&gt;como vejo o de São Paulo.&lt;br /&gt;Só que agora nos despimos no Ibirapuera&lt;br /&gt;e rolamos na grama gelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que me impressiona no Amor&lt;br /&gt;É este giro de trezentos e sessenta graus que ele dá&lt;br /&gt;E continua sendo o mesmo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115612607283127278?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115612607283127278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115612607283127278' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115612607283127278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115612607283127278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/esperando-cadeira.html' title='ESPERANDO CADEIRA...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115567819850587316</id><published>2006-08-15T17:23:00.000-04:00</published><updated>2006-08-15T17:43:18.520-04:00</updated><title type='text'>POEMA MATERNAL, VOTAÇÃO DE RESUMO...</title><content type='html'>Ontem, a propósito da estréia do Blog, divulguei em meu nick de msn, como conversei com algumas pessoas recebi elogios e críticas. A famosa validade de um meio de comunicação como a net para a "intelectualidade", e a veia narcisista do artista em sua necessidade de aparecer. Do artista ou do humano? claro em um sentido muito mais amplo de aparecimento. Lembrei de quando lecionei uma materia na universidade chamada de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fundamentos da Teoria Literária&lt;/span&gt; e que parte do programa discutia os suportes para os primeiros textos escritos, até na conhecida &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paidéia de Jaeger&lt;/span&gt; há referência a eles. O que é um blog, senão um suporte da era tecnológica? Hoje na aula do feriado, alguns alunos propuseram leituras obrigatórias que gostariam que eu comentasse aqui, estou para fazer um enquete, mas se você conhecer alguma bela análise, resumo, pode mandar ver, terei prazer em publicar. Já deve ter batido uma grande dúvida em porque intitulei a postagem de poema maternal, não? Na verdade, encontrei em meus guardados, hoje expostos, um poema sem nome, sem data, sei que é meu pela letra e só descobri a "musa" no fim, vou dividi-lo com vocês. Agora configurei e todos podem comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tardes existem,&lt;br /&gt;nas quais passeio em meus corredores&lt;br /&gt;(imensos corredores cheios de retratos)&lt;br /&gt;e me surpeendo a decorar teus traços,&lt;br /&gt;a regar tuas folhas, &lt;br /&gt;a ninar teu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! teu coração,&lt;br /&gt;quantas formas e tamanhos teria,&lt;br /&gt;Quantos mares e sonhos&lt;br /&gt;Que eu ouvia, escondido&lt;br /&gt;-entre teus braços -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase perco tuas fitas de cabelo.&lt;br /&gt;Vivem a confundir-se entre meus livros,&lt;br /&gt;meus medos,&lt;br /&gt;meus gritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais me perdoaria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, subindo a rua&lt;br /&gt;dei de cara com tua flor predileta&lt;br /&gt;(Conheço-a tanto, sei seu cheiro,&lt;br /&gt;sua simetria, trago-a aqui dentro&lt;br /&gt;              em meus jardins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tardes existem,&lt;br /&gt;em que meus oceanos são tão calmos,&lt;br /&gt;que me perco a banhar-me&lt;br /&gt;indo ao teu encontro,&lt;br /&gt;que me perco a banhar-me&lt;br /&gt;e suave desponto,&lt;br /&gt;dentro de teus olhos,&lt;br /&gt;junto aos teus olhos&lt;br /&gt;minha mãe &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;( acho que até poderia ser trocado por AMOR, para impressionar as namoradas, as suas é claro, mas o original é assim)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115567819850587316?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115567819850587316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115567819850587316' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115567819850587316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115567819850587316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/poema-maternal-votao-de-resumo.html' title='POEMA MATERNAL, VOTAÇÃO DE RESUMO...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115560382120060376</id><published>2006-08-14T20:40:00.000-04:00</published><updated>2006-08-17T20:06:30.696-04:00</updated><title type='text'>AGORA VAI O BELÉM!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/dalcidio3.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/dalcidio3.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/bele%3F%3F8.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/320/bele%3F%3F8.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CONSEGUI, com a ajuda da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Taia&lt;/span&gt;, e aqui já vai o agradecimento. É apenas um resumo, que como é dito sempre,jamais substituirá a leitura, ainda mais de Dalcídio, que é poder, mas pode ajudar. A analise é básica e, claro, apenas uma dentre as muitas possíveis, seu comentário enriquecerá, será um prazer respondê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIA DE LEITURA PARA O LIVRO BELÉM DO GRÃO PARÁ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.PRINCIPAIS PERSONAGENS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALFREDO, menino introvertido e fantasioso que serve de fio condutor para 09 das dez obras que compõe o ciclo do extremo norte ( A única em que não aparece é MARAJÓ, segundo obra do ciclo).No livro,quarto do ciclo,  Alfredo chega a Belém para estudar, o que sempre foi seu grande desejo, mas não nas condições em que imaginava, vem para o seio de uma família decadente, em uma cidade que não vive mais seus dias áureos (da borracha). É esmagado pela cidade, que em todos os momentos mostra a sua condição de interiorano, ou como diz Dalcídio de “Tio-Bimba”.&lt;br /&gt; OS ALCÂNTARAS, família que acolhe Alfredo mediante uma pequena mesada, estão em ruínas após a decadência de Antônio Lemos e como prova disso moram na baixa da Gentil. É uma família composta por três membros, gordos após a pobreza, o que pode demonstar o relaxamento ou a falsidade das coisas: D. Inácia, a madrinha-mãe,  é irônica e já foi muito atraente. Teve uma relação muito próxima a Lemos, culpa o marido de não ter atitude, não arriscar, aposta em Alfredo como “Homem” que poderá mudar a situação; seu Virgílio, homem acomodado, honesto e vive a dúvida de ter ou não ter sido traído pela mulher com o governador Lemos, garante um modesto emprego na alfândega depois da queda do governador, acaba se corrompendo ao final da história.Emília,a filha, que não consegue casar e tem uma amizade atribulada com   Isaura, costureira, prima de Alfredo. Ao final fica noiva de um advogado, de feia aparência e viúvo, mas o casamento não ocorre.&lt;br /&gt;LIBÂNIA, a empregada, faz tudo da família alcântara, é uma cabocla, mas que já tem um certo domínio da cidade e acaba apresentando-a para Alfredo, desperta no menino e também em Virgílio o desejo, mas é pura, também não escapa do clima de ruína que impregna todos, inclusive a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.O LIVRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Belém do Grão Pará tem suas dificuldades, uma delas é a extensão: são 43 capítulos de uma ação que ora ocorre externamente, com muitas descrições, que lembra muito o estilo Realista e outras questões internas, conflitos pessoais que misturam a voz do narrador com o personagem, criando uma nova estrutura narrativa, típica do modernismo.&lt;br /&gt; Há muitas formas de se enfocar o romance: a histórica que vê a Belém de 1920, apesar do livro ter sido lançado em 1960, logo após a queda do Lemismo, da ruína da belle-époque, da perda do poder da borracha; a psicológica com os conflitos de cada um: Alfredo e sua vontade de ser mais do que sua condição de cabloco-mestiço; seu Virgílio e sua incerteza quanto ao comportamento da esposa. A filosófica, toda vez que se discute a essência e a aparência, no entanto a que costura todas é a literária e sua coerência interna que pode até ter um referente, maso ultrapassa.&lt;br /&gt; O enredo é simples e começa com a chegada de Alfredo a Belém para estudar, acaba indo para o colégio Barão do Rio Branco e enfrentando junto com os Alcântaras todas as decepções e os desejos de parecer algo que já não são, vários pequenos, mas não menores conflitos, como o despertar do desejo por Libânia até a mudança para a casa na estrada de Nazaré, casa literalmente em ruínas e acaba caindo, aos pedaços, no final da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1 A família Alcântara já está na baixa da gentil, na casa de número 160, de aluguel barato  e com costumes diferentes da época do Lemismo.Vê-se a ironia de D. Inácia, o fato de estarem gordos e a negociação de D. Amélia, mãe de Alfredo, para que este viesse morar com os Alcântaras.A negociação é feita com a mediação de Isaura, a costureira, prima de D. Amélia e amiga de Emília. As referencias ao período do lemismo e as ironias de D. Inácia, são impagáveis. O piano isolado, calado, destoante da pobre mobília, também deve ser notado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2 Ainda na casa dos Alcântaras, chegam, as Veigas, tias de Emília, continuam as ironias de D. Inácia, e sua opinião quanto a condição feminina de passividade, o homem seria canalha que trazia a vara do Diabo entre pernas.  O capítulo enfoca a visão         de Emília sobre o que ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3 Mostra a chegada de Alfredo em Belém vindo de Cachoeira do Arari no barco “São Pedro”, é óbvio que ocorre uma passagem de tempo entre o capítulo um e o três já que o menino chega com a mãe (que no UM negociava a vinda). É recheado de fatos que mostram a cidade “engolindo” o garoto e mostrando o seu lugar de interiorano: observe o episódio do necrotério, do salão de beleza, a louca embriagada,  da senhora recebendo uma menina para empregada e principalmente o deslumbramento de Alfredo diante da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 4 O quarto capítulo enfoca a visita que Alfredo faz junto com D. Amélia ao seu padrinho Barbosa, que só não acolheu Alfredo por que está em ruína (também), era um comerciante, aviador que, como tudo em Belém, vivia dos lucros da borracha. Tudo em sua casa lembra a decadência – observe os símbolos desde o ganso até o estado de saúde do padrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5 Na página 105, da atual edição, publicada pela Editora universitária da Ufpa, vê-se principalmente  o sentimento de solidão de Alfredo, ao ser deixado sozinho pela mãe em Belém, “Partia bem penteada, penteada pela Isaura. No mesmo traje chegava e ia. Ia.”&lt;br /&gt;A fantasia que caracteriza o menino desde seu aparecimento em Chove nos campos de Cachoeira, toma conta do capítulo e ele tenta se ocupar em estudar para o teste de admissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 6 O sexto capítulo continua a luta que travam dentro do menino Belém e Cachoeira, a realidade e a fantasia “a luta entre Cachoeira e Belém lhe aumentava a solidão”.Os barulhos, o ar da cidade começavam a se impor e a fantasia a se romper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 7 O sétimo capítulo é bem pequeno e mostra o contato de Alfredo com Valmira, moça branca, esguia, aloirada que emprestava o jornal para Emília.&lt;br /&gt; 8 A partir deste momento  parece haver uma alternância entre capítulos muito pequenos e grandes: o oitavo é muito pequeno, o nono extenso, o décimo pequeno e  para frente ocorre o eqüilíbrio. Especificamente no oitavo Alfredo é levado por Emília para prestar o exame no colégio Barão do Rio Branco, acaba passando e vai o cursar o terceiro ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 9 Após ganhar o quadro de honra no colégio (prova de que estudava tanto quanto você), Alfredo é mandado a rua com Libânia, que de certa  forma presenteia-o com um passeio pela cidade: largo da pólvora, ver- o – peso. É o primeiro contato que ele tem com a cidade mediado por uma “igual”, apesar de estar em situação menos favorecida que Alfredo, Libânia demonstra conhecimento do local e um certo domínio que  falta ao menino. O conhecimento de Alfredo da cidade era apenas teórico, vinha dos manuais de seu pai, Major Alberto. Observe a prosa poética com que Dalcídio descreve a cidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;VOU INTERROMPER PARA FALAR UM POUCO DE DALCÍDIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Traços Biográficos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dalcídio Jurandir nasceu em Ponta de Pedras em janeiro de 1909, mas mudou-se muito cedo para Cachoeira do Arari.&lt;br /&gt; Em 29 escreve a primeira versão de CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA, primeiro dos dez livros que compõe o ciclo do extremo norte e muda-se para o Rio de Janeiro após ter ganho o primeiro e o terceiro lugares em concurso de romances e 1940.&lt;br /&gt; Publica em 1941 o “CHOVE...” e em 1960, Belém do Grão Pará, quarto livro do ciclo, que tem o menino Alfredo como fio condutor. Há personagens que são citados em Belém do grão Pará mas que aparecem efetivamente em romances anteriores como Mariinha,irmão mais nova e já morta de Alfredo, Andrezza, primeira “namorada”, ou despertar do desejo no menino, que aparece em Três casas e um rio e algumas preocupações de Alfredo que só são melhor esclarecidas se houvesse a possibilidade de ler outros romances do ciclo, como por exemplo o alcoolismo de sua mãe D. Amélia.&lt;br /&gt; Muitos teóricos enveredam pelo enquadramento de Dalcídio como pertencente a fase regionalista do modernismo nacional, a pesquisa da linguagem, semelhante a Guimarães  Rosa, as descrições detalhadas, sem perder a universalidade temática.&lt;br /&gt; Dalcídio é mais, é um criador de realidades, como todo bom escritor, sua obra tem muitas facetas, mas todas elas poéticas e intimistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; 10 Começa com uma rara ceia na casa dos Alcântaras, passa por referências ao momento histórico como a campanha de Nilo e Seabra, O desejo de Emília de sair da baixa da Gentil e Alfredo solitário na sala como e como o piano, volta para sua fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 11 A frase inicial sintetiza o capítulo: “Tempo de tão singulares mudanças em Alfredo” - o andar sozinho pela cidade até o colégio, a primeira ida ao cinema (o ODEON, antigo nome de um dos cinemas em Nazaré), sempre o esforço para não parecer deslumbrado diante dos outros, o dia – a – dia, as pessoas, os lugares. Um fato interessante  é o encontro com João Rangel um cachoeirense, pávulo golquíper de fama em cachoeira e através dele a entrada no sobrado da esquina da Conselheiro com a Quintino, o que mais interessa ai é seu defrontamento com a riqueza e que aponta o seu lugar, até o som de um piano em um dos sobrados contrapõem-se a mudez do piano da Gentil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 12 Inicia-se com Alfredo estampando outro “quadro de Honra”, o primeiro ele enviou para Andreza. Mostra a amizade do menino com Lamarão, colega rico que reforça o lugar de Alfredo na cidade,dependende de uma pequena mesada, vivendo de favor. Os Alcântaras e Alfredo vão a um aniversário que serve para realçar os costumes de Alfredo e o contraste entre um mundo com e sem etiqueta.Na vola pra casa o menino anda pelos trilhos simbolizando uma viagem fantasiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 13 É um domingo, Alfredo vai com seu Vírgilio ao Ver-o-Peso, fazer as compras para o almoço, é um modo diferente de ver a cidade, ele acaba carregando as compras, mas uma demostração de seu lugar. Alfredo imagina comparações entre o talento de sua mãe(Amélia) e D. Inácia na arte de cozinhar, isso é dito de maneira bem poética. Uma das passagem mais marcantes é o banho de cheiro de D. Inácia que resgata um sensualismo(perdido?) da época do Lemismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 14 Um imenso capítulo, tomado em parte por uma carta de Andreza, que agora está totalmente só no mundo, pois perde seu tio. A carta é em uma linguagem fragmentada, fala de muitas coisas, mentiras e verdades, deixza Alfredo saudoso, briga com Emília que queria ler a carta. Há uma cobrança da mulher (Esmeralda) de seu agostinho da vacaria, que estaria se interessando por Emília. É a noite das insônias: Emília – chorosa pelo destrato; Alfredo – que vai até o quarto de Libânia observá-la; D. Inácia que quer saber de Alfredo o motivo do choro de Emília.&lt;br /&gt; Emília, depois da decepção com seu Agostinho, consegue um convite para os baile dos cadetes na AP e precisa explorar Isaura mais uma vez para conseguir um vestido (é impossível não ver a brincadeira do gordo e o magro feita pelo autor). Há o contato de Alfredo com a família de sua mãe, os primos que moram espremidos no 72 da Rui Barbosa: ouve-se a história de mãe Ciana e seu Lício, de Magá – a tacacazeira, a melhor das cozinheiras de tartaruga, é importante olhar o lugar verdadeiro de Alfredo que muitas vezes é negado inconscientemente por ele, até porque é o lugar da mistura.Termina com Emília voltando sozinha e decepcionada do baile. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 15  Começa com discussões na casa  dos Alcântaras: uma blusa nova para Isaura; a política, vitória de Nilo-Seabra. É desvendada mais uma exploração das Alcântaras para com Isaura: a ida ao cinema Olímpia às custas da costureira, ir ao cinema era uma acontecimento social.Alfredo sai mais uma vez com Libânia e de novo o conflito que marca a busca de seu lugar aparece “Ela por sua parte, sabia guardar distância mais por respeito ao estudante que ao caboquinho, seu igual, ou até mais abaixo dela por ser filho de uma preta...”. Neste capítulo é planejado o roubo do Antônio, serviçal da casa de Etelvina, noiva do chefe dos bandoleiros do Guamá.No passeio até a casa da bordadeira nota-se mais um momento de melancolia de Alfredo, decepcionado com a cidade e com saudade de sua fantasia “Andava naqueles dias mais insatisfeito com o estudo, saudoso do carocinho”. Um fato para o qual você deve estar atento é que em Belém as diferenças sociais são mais acentuadas que no interior.Outro momento importantíssimo é a ida ao BOSQUE, há uma certa decepção, e Libânia desencontra-se dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 O início mostra a empolgação de D. Inácia com as revoltas (roceiros do Guamá- que não é nome de quadrilha junina; conspiração dos quartéis) não pelos objetivos, mas sim pelo admiração ao arrojo do HOMEM, parte da personalidade masculina adorada por D. Inácia era o "Arriscar-se".O posicionamento de D. Inácia contrasta com o medo de Seu Vírgilio e Alfredo presencia a discussão.&lt;br /&gt; Como toda discussão entre os dois, volta-se para o Lemismo e seu Vírgilio à velha dúvida da traição.&lt;br /&gt; Um ponto interessante é que a conversa sobre assuntos tão "grandiosos" é misturada com a atividade cotidiana de fazer o jantar o que mostra verdadeira situação de Inácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 É um capítulo dedicado as dúvidas de seu Vírgilio,indo para seu trabalho na alfândega, teria havido uma traição no lemismo? ele se sujeitara pelo dinheiro? o crime estava prescrito? Belém com Lemos teria progredido, mas para Virgílio seria uma dor ou melhor uma dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 É um pequeno capítulo que retrata a comemoração do aniversário de Isaura no 72 da Rui Barbosa. É um dos poucos momentos que vemos a costureira feliz. Nota-se a sutil discusão sobre o preconceito social e de cor. e termina com a chegada de Libânia "arrumada e descalça", mostrando o "degrau" social que ocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 Da página 227 até a 244, mostra em grande parte pensamentos de Alfredo. Indo para o cinema Olímpia: "por que Libânia não vai; por que Isaura não fica com os ingressos; os músicos da sala de espera tocam profissionalmente , mas sem vontade. Enquanto esperavam Isaura, atrasada e mal vestida, D. Inácia (depois de ironizar) conversa com o desembargador. Na chegada da costureira nota-se um desfile da "sociedade, a alta"  e suas hipocrisias: as mulheres "honradas" e as "amantes" , principalmente a "favorita" do Dr. Pennafort. Na volta pra casa ocorre a costumeira briga entre Isaura /Amélia. Fala-se do esconderijo do "bandoleiro" noivo da Etelvina, ao chegarem no 160. rapidamente aborda-se os conflitos de seu Virgílio que espera acordado:a possível traição da mulher; a proposta de contrabando na alfândega; a atração por Libânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 É o capítulo da virada: Emília começa a planejar a mudança para a estada de Nazaré. As descrições são muito importantes. a identificação com Belém dos anos 20 também "Sim, na Estrada de Nazaré, entre a Benjamin Constant e quase-quase à esquina da Doutor Moraes..." . As três janelas da casa em ruína voltarão a  ser citadas no último capítulo. Emília divide primeiramente o segredo da casa com Alfredo que a princípio não quer mudar, vê isso como uma distância ainda maior de sua cidade. A definição das chaves é feita junto com Isaura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 É um longo capítulo que começa com a ida de Isaura e Emília até a casa da estrada de Nazaré para tentar abri-la inutilmente até o rapto "caboclo-japonês" Antônio, retirado da vizinha do 160(gentil). Deve se destacar: a ironia de Isaura ao tentar abrir a casa e envergonhar propositadamente Emília; A visão da casa em ruína; o conflito interior de seu Virgílio (corrupção na alfândega, possível traição antiga da esposa); o rapto de Antônio, que também irá morar na Estrada de Nazaré e será responsável pela difusão dos mitos orais da cultura amazônica em suas histórias e "traquinagens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22  Mostra o ajuste final do aluguel junto ao português  que resistiu em aceitar. D. Inácia conversa com a vizinha ironicamente lamentando o roubo que ela mesma arquitetou, em outro momento comunica a seu Virgílio sobre a mudança, o "homem" está cada vez mais em conflito pessoal.Há também a conversa entre D. Inácia e a "noiva" -Etelvina que é levada até a casa onde está seu "noivo" o "bandoleiro" Jerônimo. Termina-se com a saudade invadindo o menino Alfredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 É um sábado, dia da lavagem da casa e mais algums deboches sobre o  estado em que ela se encontra. Ocorre a briga de  Libânia com os portugueses (lavadores de casa) que a assediaram. "em três dias se esfregou, caiou e se deu pronta, pelo menos nas aparências, a casa número 34". Enfoca-se as mudanças que a mudança causaria em cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24Inicia-se com a conversa      entre Alfredo e Libânia sobre a fuga de Etelvina. O sábado posterior a lavagem é o dia da mudança, feita bem cedo para  não revelar a situação econômica da família. O transporte do Piano merece destaque porque está vinculado a uma falsa situação social e Emília usa isso para impressionar. Alfredo termina se questionado sobre o real sentido da mudança: o jogo de mentiras e verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 A resistência de seu Vírgilio à corrupção (contrabando na alfândega) fica na gentil, os pensamentos sensuais em Libânia se intensificam. Não havia sustento para morarem na estrada de Nazaré, nem financeiro e nem moral. A inadequação social dissolve a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 Um clima de íntima e sutil sedução cerca Alfredo e Libânia na última ida ao 160 vazio. Seu Virgílio tem certeza de que precisa se corromper, para morarem com tantas aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 O capítulo mostra um Alfredo que gazeta aula e acaba ganhando dinheiro fazendo um carreto, que mostra sua tomada de consciência de seu lugar social.Alfredo conversa com mãe Ciana e acaba dando a ela a moeda de dois mil reis para o fugitivo Jerônimo e confessa em parte à madrinha mãe o que fez no dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 Curto capítulo que mostra D. Inácia perdida em recordações e negando esmola a um cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 O capítulo inicia  com a chegada da mesada de Alfredo e a notícia de Dolores, branca e antiga namorada de um tio negro do menino (Sebastião). Conta-se o caso de Sebastião e Dolores (o encontro na Igreja, a mistura de cores, os santos). Na volta para casa, Libânia vai dormir no quarto dos meninos, deita-se na rede de Alfredo, e inicia um jogo sutil de sedução que se repetirá quase todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 O momento dos doces: Alfredo é encarregado de ir buscar uma encomenda de doces para um casamento, mas acaba não resitindo e comendo muitos e tendo que rearranjar a bandeja para disfarçar. Ninguém desconfia dele na casa, o que aumenta  a consciência pesada do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31 Vemos Alfredo tentando se livrar de suas ruínas, pensamentos melancólicos. Libânia  recebe uma carta de um admirador que a cham de senhorita. O ritual a noite se repete: LIbânia para a Alcova, Antônio conta histórias populares ( a valorização da linguagem oral), a dormida de Libânia na rede junto de Alfredo. Seu Vírgilio  insone e  atormentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32 O capítulo mostra a comemoração do aniversário de Emília, apenas com a presença dos amigos e parentes de Isaura, ninguém da sociedade. Alfredo entra em contato com seu Lício, ex-marido de mãe Ciana, revolucionário e que está ajudando Jerônimo a fugir. É a primeira vez em que Libânia aparece calçada, presente dos irmãos de Isaura. A conversa entre Alfredo e Libânia domina o resto do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33 Inicia-se com o fim da festa. Restam D. Inácia e Isaura conversando, Alfredo escuta na alcova, Antônio sonha. depois que tudo silencia, Libânia acorda e devaneia sobre sua situação, acorda Alfredo e retomam a conversa, quase são surpreendidos por seu Virgílio quando Libânia está na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34 Mostra a saída de seu Lício do aniversário ao porto do Sal, bebido e preocupado com a fuga do "noivo", lembra como conheceu mãe Ciana: os cuidados dela para com ele; o início do namoro. Seu Lício combina com o barqueiro do "São Benedito" a fuga do bandoleiro e sua noiva na noite da transladação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35 Na preparação para o Círio, seu Virgílio está pronto para colaborar no contrabando. Era o primeiro Círio de Alfredo na capital e ele aproveita junto com Libânia e Antônio.&lt;br /&gt; O capítulo enfatiza mesmo a queda de seu Virgílio "o arpão da suspeita entrara-lhe fundo": contra a mulher, sua vida como homem, conduta como pessoa, a ruína está no ápice quando entra no quarto de Libânia e a observa dormir sem coragem de tomar outras atitudes. D. Inácia e Isaura assistem a tudo. D. Inácia questiona Libânia e Alfredo a salva dizendo que foi ele que a mandou dormir só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36 O início e o fim é uma adivinha de Libânia: " a mãe é verde, a filha, encarnada.A mãe é mansa, a filha é danada." . O capítulo se passa todo na alcova com os três conversando e brincando: são histórias, cantigas, mémorias. Libânia fala da morte de sua mãe e do novo casamento de seu pai. Alfredo lembra internamente do alcolismo de D. amélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37 Marca o primeiro "estalo" da casa ouvido por Antônio. A linguagem ganha  tons poéticos, como em muitos outros capítulos "e quando clareava Belém escorria, sacudindo-se como uma arara molhada". Ocorre uma conversa entre Alfredo e Antônio sobre estudos, os noivos. Chega muita comida e bebida para o círio, fruto da corrupção de seu Virgílio.&lt;br /&gt; É revelado (para o leitor, pois Isaura fica sem saber) o noivado secreto de Emília, com um homem que ela conhece ainda casado, mas que agora é viúvo e com sete filhos, advogado e com o apelido de PORCA PRENHA. O pedido de casamento e o "ar" de culpado de seu Vírgilio ocupam o resto do capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38 Os "meninos" voltam da rua e encontram ainda o advogado pedindo Emília. Após a saída do pedinte: D. Inácia Chora, Emília bate em Libânia, seu Virgílio tenta bater em Antônio e Alfredo, movido por seu conflito interior. Termina-se o capítulo com o choro de Libânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39 Na manhã da trasladação, Alfredo e Libânia vão ao ver-o- peso, ela fazer compras, ele olhar o povo: sua família que não veio, o pai de Libânia também não. O leitor quase pode ouvir as músicas, as vozes, ver os costumes. um "verdadeiro arraial sobre as águas". Antônio também estava presente fazendo traquinagens entre os barcos e as pessoas na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40 Descreve  a trasladação: Alfredo e Antônio acompanhando; Libânia e D. Inácia nas janelas da casa, Emília e seu noivo "aos beijos" como muitos outros casais, seu Vírgilio sumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41 Volta-se totalmente para Mãe Ciana na casa de sua filha Gualdina : local de esconderijo do bandoleiro e Etelvina. Mãe Ciana está só, seu Lício levou os "noivos" para fugirem pro Guamá no barco "são Benedito". Mãe Ciana revê sua vida ao lado de seu Lício e sai para acompanhar a trasladação descalça e ajoelhando-se na saída. briga com o que considera desrespeito a santa e acaba encontrando Alfredo com quem volta de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42    É um longo capítulo  por conta das digressões. Começa com seu Virgílio angustiado na noite da trasladação, preso em casa. Continua com seu Virgilio na manhã do círio Saindo e encontrando Mãe ciana, volta para casa e sai de novo na chegada de seu Lício convivado para almoço. Virgílio não volta para o almoço. O almoço do Cirio na casa dos Alcântaras acontece num clima de ironia , são convidados: seu Lício, O advogado "noivo" Viriato e Isaura que percebe o noivado e ironiza e desmascara o passado devasso do "porca prenha".&lt;br /&gt; Seu Vírgilio só retorna a noite e  acaba recebendo a visita de seu Albuquerque da alfândega quem vem despedi-lo.A casa começa a cair literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43  O último capítulo inicia-se  com Alfredo indo buscar  os ingresso do cinema e levando-os para Isaura,mesmo após a briga ela diz que ele deve dá-los para as Alcântaras.Alfredo volta pra  casa e o clima de ruína está completamente instaurado: o noivado acabou, o emprego não existe mais, a casa  está caindo, fogem Virgilio e Emília, os garotos saem da casa e a madrinha fica lá dentro e parece que só irá sair depois que Antônio quebra  uma iluminação pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115560382120060376?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115560382120060376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115560382120060376' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115560382120060376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115560382120060376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/agora-vai-o-belm.html' title='AGORA VAI O BELÉM!'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115558736944600759</id><published>2006-08-14T15:22:00.000-04:00</published><updated>2006-08-14T16:29:29.490-04:00</updated><title type='text'>JÁ  QUE NÃO DEU PRA SER DALCÍDIO...</title><content type='html'>Hoje é um dia enforcado, amanhã é comemorada a Adesão do Pará à Independência do Brasil, na verdade só não fui trabalhar, movido a doença e atestado. Resolvi então publicar algo que meus alunos(as) pedem bastante: uma pequena análise do romance &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Belém do Grão Pará&lt;/span&gt; de Dalcídio Jurandir, mas - Oh ! analfabetismo - ainda não consigo transferir o arquivo para cá, serão precisos mais alguns dias de blog, eu acho. &lt;br /&gt;     O poema que publiquei anteriormente tinha nas "costas" do original um outro poema,incompleto, com a página complementar perdida,o dia é de procurar e fiz isso. Acabei achando o complemento e mais uma bela página pintada pelo tempo, era branca, como será que ficou assim?,  quase que tiro uma foto para lhes mostrar, mas como a preguiça não deixa, aí vai o outro poema: longo, aparentemente tradicional até com a referência a canto, lembrança de uma paixão ou paixões que vou gastar um tempo lembrando qual...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CANTO A UM NÃO-SEI-O-QUÊ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Aonde nos encontramos,&lt;br /&gt;com quantos olhos,&lt;br /&gt;com quantos planos?&lt;br /&gt;naquele momento,&lt;br /&gt;ou em algum tempo&lt;br /&gt;ainda não descrito&lt;br /&gt;em calendários ou versos?&lt;br /&gt;Em um bar,&lt;br /&gt;em um lar?&lt;br /&gt;Em uma noite ou dia?&lt;br /&gt;(ou não existirá medida para encontros?)&lt;br /&gt;- há tanto envolvido,&lt;br /&gt;há tanto escondido -&lt;br /&gt;...e por trás dos nossos olhos &lt;br /&gt;passam as águas das enchentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Dementes que sou,&lt;br /&gt;Escrevemos as cartas&lt;br /&gt;(os mapas dos corpos),&lt;br /&gt;O prazer que sentias&lt;br /&gt;eu ouvia, contado pelo vento&lt;br /&gt;em alguma dessas esquinas...&lt;br /&gt;(tantas meninas vieram ao teu ventre&lt;br /&gt;e nasceram de minhas mãos)&lt;br /&gt;- Até hoje não consegui entender&lt;br /&gt;que magia era esta que te permitia&lt;br /&gt;conversar com o vento(?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo&lt;br /&gt;    ou com a noite,&lt;br /&gt;Deliro teu nome&lt;br /&gt;- Deliro não -&lt;br /&gt;me transformo nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem lembrei de teu rosto,&lt;br /&gt;Não como estampado no retrato,&lt;br /&gt;- sorriso in locu -&lt;br /&gt;Mas como o vejo&lt;br /&gt;Nas tochas, &lt;br /&gt;Nos filhos,&lt;br /&gt;Nas árvores...&lt;br /&gt;(pensamento mais besta&lt;br /&gt;achar que me percebes assim...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão que eu tinha da loucura&lt;br /&gt;Era de algo branco.&lt;br /&gt;-Tão branco que eu não podia ver - &lt;br /&gt;A não ser aos loucos,&lt;br /&gt;que a manchavam&lt;br /&gt;com suas cores&lt;br /&gt;berrantemente contrastantes.&lt;br /&gt;- Aonde mergulhei,&lt;br /&gt;ou fui mergulhado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez e 42 da manhã,&lt;br /&gt;De um dia não exato,&lt;br /&gt;de qualquer mês,&lt;br /&gt;de algum ano entre&lt;br /&gt;76 e 78 de 1900.&lt;br /&gt;Cortei uma de minhas veias do pulso&lt;br /&gt;atrás de uma pipa&lt;br /&gt;- que não consegui -&lt;br /&gt;Só me restou a hora: exata&lt;br /&gt;e o sangue:abundante&lt;br /&gt;pedindo uma represa,&lt;br /&gt;que hoje vejo feita&lt;br /&gt;(muitos anos mais tarde)&lt;br /&gt;com tuas palavras&lt;br /&gt;montadas em teus sonhos&lt;br /&gt;- Teremos extinguido espécies raras, &lt;br /&gt;impedido a liberdade expontânea dos índios,&lt;br /&gt;trocado de nome&lt;br /&gt;tentando esconder ideologicamente as razões? -&lt;br /&gt;(que não me perguntem por você,&lt;br /&gt;não saberia falar de mim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é das cordas? - meus pescoço espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincamos tanto&lt;br /&gt;ao pé das flores,&lt;br /&gt;dos tacacpas e maniçobas.&lt;br /&gt;Os truques na manga&lt;br /&gt;são guizos,&lt;br /&gt;lindos balões&lt;br /&gt;em teus cabelos vermelhos&lt;br /&gt;a descobrir os segrdos de meus dentes.&lt;br /&gt;-Descrente que és-&lt;br /&gt;Meus pés e pernas&lt;br /&gt;te recolhem,&lt;br /&gt;Teus braços e peitos me confundem,&lt;br /&gt;nos leitos em que voamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virastes - Viramos&lt;br /&gt;pobres mortais&lt;br /&gt;pra sempre juramos&lt;br /&gt;-E se não for mais?&lt;br /&gt;As luzes acesas&lt;br /&gt;E os choques neon,&lt;br /&gt;te queimam o ventre&lt;br /&gt;me cortam a alma,&lt;br /&gt;A palma da vida&lt;br /&gt;É o nosso beijo&lt;br /&gt;varando o futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115558736944600759?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115558736944600759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115558736944600759' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115558736944600759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115558736944600759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/j-que-no-deu-pra-ser-dalcdio.html' title='JÁ  QUE NÃO DEU PRA SER DALCÍDIO...'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32682363.post-115556978647395102</id><published>2006-08-14T11:17:00.000-04:00</published><updated>2006-08-14T11:36:26.486-04:00</updated><title type='text'>A ESTRÉIA</title><content type='html'>A idéia surgiu da necessidade de compartilhar com alunos(as), amigo(as) e a quem interessar possa, meus estudos, escritos, vivências, enfim, é mais um grande espurgo,uma limpeza em que a leitura de vocês funciona como o mais poderosos do limpadores. O poema escolhido para a estréia, não o foi por ser extraordinário ou mais especial que qualquer outro, tenho que ser sincero e serei tanto quanto um poeta pode ser: a escolha foi pelo que eu achei no meio das pastas e gavetas da mémória e das estantes. O poema faz parte de um livro inédito, chamado de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ARRABALDES DA LOUCURA&lt;/span&gt; que, mais do que obviamente, surgiu - em parte- quando eu lia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História da loucura na Idade Clássica&lt;/span&gt; de Foucault. Chama-se &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O VASO: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt; &lt;br /&gt;Ontem sonhei claramente&lt;br /&gt; contigo, &lt;br /&gt; e de tão claro &lt;br /&gt; meu sonho virou luz.&lt;br /&gt; Então saiu por aí a pertubar as madrugadas com sua voz &lt;br /&gt; infinitamente colorida - &lt;br /&gt; e só deixou em mim o gosto, &lt;br /&gt; de estar em pleno &lt;br /&gt; trabalho de parto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32682363-115556978647395102?l=cfransergio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cfransergio.blogspot.com/feeds/115556978647395102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32682363&amp;postID=115556978647395102' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115556978647395102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32682363/posts/default/115556978647395102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cfransergio.blogspot.com/2006/08/estria.html' title='A ESTRÉIA'/><author><name>C.Sergio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02389114447379174058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4110/3575/1600/img.jpg'/></author><thr:total>30</thr:total></entry></feed>
